Vila Rica

Inquérito da morte dos procuradores é concluído e nova investigação aberta

Conforme o delegado, o segundo inquérito, busca a apuração do crime de furto de bens das vítimas como lotes e veículos de passeio

por GazetaMT

19 de Outubro de 2016, 07h25

Inquérito da morte dos procuradores é concluído e nova investigação aberta
Inquérito da morte dos procuradores é concluído e nova investigação aberta

Uma nova investigação está em andamento na Delegacia da Polícia Civil de Vila Rica (1.259 km a Nordeste), para apurar o crime de furto continuado de gado da propriedade dos dois procuradores mortos no dia 9 de setembro em 2016.

O inquérito que investigou o duplo homicídio, tendo como vítimas, o procurador aposentado do Distrito Federal, Saint Clair Martins Souto, e seu filho Saint Clair Martins Souto Filho, que era procurador do Estado do Rio de Janeiro, foi concluído no dia 29 de setembro de 2016 e enviado à Justiça.

Suspeito José Bonfim foi preso em Colinas do Tocantins. Foto: DivulgaçãoO suspeito, José Bonfim Alves Santana, que era gerente da fazenda das vítimas, teve a prisão temporária convertida em preventiva e foi indiciado por duplo homicídio com três qualificadoras cada, sendo recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, motivo torpe e para ocultar a prática de outros crimes. "Conclui o inquérito e representei pela prisão preventiva dele que foi acatada e decretada pelo juiz da comarca", disse o delegado, Gutemberg de Lucena Almeida.

Conforme o delegado, o segundo inquérito, busca, exclusivamente, a apuração do crime de furto praticado pelo suspeito e possível envolvimento de outras pessoas. "Apesar de ter sido o motivo dos homicídios exige uma apuração mais aprofundada sobre a destinação dada ao patrimônio das vítimas. Sabemos que foi desviada grande quantidade de gado e adquiridos bens  com o proveito do furto, como veículos, Jet ski, lotes e outros e que tais bens foram repassados a terceiros", explicou o delegado.

As investigações iniciais do caso, que culminaram na prisão do suspeito, teve a participação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Polícia Civil do Tocantins.