CORRUPÇÃO

Ex-governador e deputado são réus por desvio de R$ 8,1 milhão

Prazo de 15 dias foi concedido pela Justiça para manifestação a respeito de delação premiada.

por Cuiabá, MT - Rafael Costa

19 de Novembro de 2018, 10h55

Ex-governador e deputado são réus por desvio de R$ 8,1 milhão
Ex-governador e deputado são réus por desvio de R$ 8,1 milhão

Reprodução

O juiz da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Popular, Luis Aparecido Bortolussi concedeu prazo de 15 dias para a defesa do ex-governador Silval Barbosa se manifestar a respeito da utilização da delação premiada do ex-secretário adjunto da Secretaria de Transportes e Pavimentação Urbana, Valdisio Juliano Viriato, nos autos de duas ações civis públicas movidas pelo Ministério Público Estadual (MPE) que requerem o bloqueio de R$ 8,1 milhões em patrimônio para ressarcimento aos cofres públicos.

Ainda são réus o ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa, Silvio César Corrêa de Araújo, o ex-secretário extraordinário da Copa do Mundo, Maurício Guimarães, o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), o ex-deputado estadual e atual procurador do Estado, Alexandre Luis César (PT) e o próprio delator Valdisio Juliano Viriato.

“Autorizado o referido compartilhamento, antes que este Juízo analise a pertinência e relevância do conteúdo da colaboração em face à presente ação civil pública, as partes deverão se manifestar quanto ao interesse na utilização da referida prova em seu favor”, diz um dos trechos da decisão.

O compartilhamento da delação premiada do ex-secretário Valdisio Juliano Viriato foi autorizada pelo desembargador do Tribunal de Justiça, Carlos Alberto Alves da Rocha.

As revelações do ex-secretário comprometem autoridades e ex-agentes políticos com recebimento de propina mediante desvio de dinheiro dos cofres públicos.

A delação de Valdísio foi firmada na ação referente à Operação Sodoma V, que investigou pagamento de propina por parte do Posto Marmeleiro e a Saga Comércio Serviço Tecnológico ao grupo político do ex-governador Silval Barbosa. De acordo com as investigações da Delegacia Fazendária  do Ministério Público, cerca de R$ 8 milhões de propina foram repassados pelas empresas.