articulações

Vereadores do PP dizem que serão oposição a Percival

Eles afirmam que Percival em nenhum momento chamou o PP para conversar e defendem a autonomia da Câmara

por

19 de Dezembro de 2012, 11h52

Vereadores do PP dizem que serão oposição a Percival
Vereadores do PP dizem que serão oposição a Percival

Os vereadores Cido Silva e Roni Magnani, ambos do Partido Progressista (PP), que ainda compõem o esfacelado grupo ligado ao atual prefeito Ananias Filho (PR) reafirmam sua intenção de marcharem de forma independente na próxima legislatura e se mostram decepcionados com os colegas que aderiram ao grupo do prefeito eleito Percival Muniz (PPS). Eles afirmam que Percival em nenhum momento chamou o PP para conversar e defendem a autonomia da Câmara.

"Ele (prefeito eleito) está correto em buscar a sua governabilidade. Cada partido discute e vê se quer aderir ou não. Mas o PP ainda não foi convidado para nenhuma conversa e vai continuar fazendo o seu trabalho na Câmara. Na hora que tiver que cobrar, nós vamos cobrar. E na hora que entendermos que temos que apoiar algum projeto do prefeito, nós vamos apoiar normalmente", disse o já experiente vereador Cido Silva, único parlamentar da legenda na atual legislatura.

Já o vereador recém-eleito Roni Magnani se mostrou inconformado com a adesão do PMDB, partido com maior bancada na Câmara para a próxima legislatura, ao projeto de Percival. "Desse jeito, a cidade não precisa de vereador. Se o maior partido adere ao grupo do prefeito, como é que fica a autonomia da Câmara?", questionou o novato na vereança.

Os dois vereadores pepistas argumentam que foram eleitos para serem oposição e se mostram dispostos a cumprirem com a escrita.

A revolta dos vereadores se deve ao fato de que o prefeito eleito ter conseguido costurar um amplo leque de aliança com partidos que foram seus adversários na campanha eleitoral, o que lhe permitiu ter a maioria esmagadora dos vereadores do seu lado.

Inicialmente, Percival contava com apenas 10 dos 21 vereadores eleitos, mas recebeu inicialmente a adesão do petista Mauro Campos, o que já lhe permitia eleger um aliado seu para comandar o Legislativo no próximo biênio. Conversas de bastidores davam conta de que um vereador que pertencia a um partido pequeno e que tinha sido eleito no grupo de Ananias Filho também já teria aderido ao grupo do prefeito eleito.

Enquanto isso, o grupo composto por PR, PP e PMDB ainda alimentava a esperança de uma reversão no quadro desfavorável e sonhavam em montar uma chapa com condições de derrotar o grupo de Percival na eleição da Mesa Diretora da Câmara. Esse plano foi por água abaixo com a adesão do PMDB ao grupo de sustentação do futuro prefeito, que passa a contar com no mínimo 16 votos favoráveis no Legislativo, com chances de ampliar ainda mais esse número até o dia da posse dos vereadores da futura legislatura.