No estilo 'façam o que eu digo e não o que faço', José Márcio cobra oposição na Câmara Municipal
19 de Dezembro de 2012, 15h59
Chega a ser risível a declaração do vereador José Márcio Guedes (PR) reclamando da 'falta de oposição' na próxima legislatura da Câmara Municipal. Ora, os futuros vereadores só assumirão em janeiro e, convenhamos, José Márcio não é a pessoa mais indicada para ensiná-los como atuar.
Desde que assumiu a vaga deixada por Ananias Filho (PR), José Márcio tem se pautado por uma fidelidade canina ao Executivo. Votou favoravelmente em todos os projetos de interesse do prefeito e chegou a fazer discursos defendendo a aprovação de matérias que os colegas mal tiveram tempo de ler.
É bem verdade que antes da chegada de José Márcio a maioria dos atuais vereadores já demonstrava certo desinteresse em exercer plenamente funções constitucionais, como a fiscalização ao Poder Executivo. Mas o quadro de omissão e subserviência piorou bastante com a chegada do parlamentar.
Hoje apenas os vereadores Mohamed Zaher (PSD) e Reginaldo Santos (PPS) se recusam a garantir apoio 'automático' ao Executivo e usam a tribuna da Câmara para denunciar os problemas vividos pela população. O restante, incluindo José Márcio, tem atuado como vacas de presépio dizendo sim a tudo que vem da Prefeitura.
A verdade é que, mesmo que amplie bastante a base na Câmara, Percival Muniz dificilmente conseguirá obter 90% do apoio dos futuros vereadores como ocorre hoje.
Ou seja, ao contrário do que diz José Márcio, o mais provável é que a subserviência do nosso Legislativo cesse junto com o mandato dos atuais parlamentares. Torcemos por isso...