OPERAÇÃO SANGRIA
Prefeito exonera ex-secretário-adjunto de saúde que é considerado foragido pela Defaz
Flavio Alexandre Taques, foi alvo da operação da Delegacia Fazendária na manhã de terça-feira (18). Juiz mantem prisão de todos os alvos.
19 de Dezembro de 2018, 08h42

O secretário-adjunto da Saúde, Flavio Alexandre Taques, foi exonerado do cargo após ser alvo da segunda fase da operação Sangria, deflagrada pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), na manhã de terça-feira (18). Ele é considerado foragido.
Após tomar ciência do mandado de prisão preventiva em nome de Flávio, o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) anunciou na tarde desta terça-feira, a demissão do secretário-adjunto.
A exoneração foi publicada no Diário Oficial que circula nesta quarta-feira (19).
As investigações apontaram que Flavio Taques, o ex-secretário municipal de Saúde, Huark Douglas Correa e outras seis pessoas são suspeitos de participar de um esquema que monopolizou os serviços da Saúde no Estado há 14 anos, por meio de influência política e econômica, oferecendo propinas, fraudando processos licitatórios e superfaturando contratos administrativos.
De acordo com o delegado Lindomar Aparecido Tofoli, Flávio Taques, atuava com um dos braços-direitos de Huark, dentro do Hospital São Benedito. O ex-secretário está sendo considerado o líder da organização criminosa.
“Pelo o que foi apurado até agora, Huark é a pessoa que mais influência, a pessoa que mais usa de mecanismo e servidores para atrapalhar a investigação. O Flávio era um dos braços direitos dele lá dentro. Então temos que apurar o que efetivamente está acontecendo”, disse o delegado durante coletiva de imprensa.
O ex-secretário é um dos sócios da empresa Proclin (Sociedade Mato-Grossense de Assistência Médica em Medicina Interna), alvo da primeira e segunda fases da operação.
Audiência de custódia
Os oito presos durante a operação Sangria 2, passaram por audiência de custódia, onde o juiz Marcos Faleiros manteve as prisões dos acusados.
O magistrado levou em consideração as circunstâncias das quais foram expedidos os mandados. A Polícia Civil apontou que após deflagrada a primeira fase da operação, os acusados passaram a coagir testemunhas e destruir as provas dos crimes praticados.