Janela eleitoral

Vereadores desconversam, mas já estão articulando possíveis trocas de partidos

Ainda tímidos quanto ao assunto, edis confessam apenas que estão avaliando convites de outras siglas

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19 de Fevereiro de 2016, 11h05

Vereadores desconversam, mas já estão articulando possíveis trocas de partidos
Vereadores desconversam, mas já estão articulando possíveis trocas de partidos

Nos próximos dias os políticos que desejam realizar a troca de partido poderão fazer tal mudança sem perder os devidos cargos, isso por que começa o período de janela. Na Câmara de Rondonópolis ainda há muitas incertezas, os vereadores entrevistados desconversam, mas sutilmente é possível perceber o descontentamento de alguns nas siglas que se elegeram, e até a simpatia diante de alguns convites de outras lideranças.

O vereador Carlos Vanzelli que hoje se encontra no Partido Democrático Trabalhista (PDT) por exemplo, confessou que recebeu algunsPor apoiar Taques, Vanzelli deve deixar PDT que é oposição - Foto: Wagner Montanari/Gazetamt convites oficiais e outros de caráter especulativo, e que que sua situação atual no partido está desconfortável em vista da oposição ao governador Pedro Taques.

“Acho difícil minha permanência pois na esfera estadual o partido adotou uma postura de oposição ao governador. Nós ajudamos a elege-lo e eu acredito no governo dele. Ainda não conversei com a liderança, mas se essa for a postura adotada, não devo ficar do PDT”, explica.

Mesmo ideologicamente muito confortável no partido, o vereador diz simpatizar com PSDB, mas que também não concorda com a postura adotada por esta sigla diante da presidente Dilma Roussef.

“Tenho sérias divergência com este partido quanto ao Impeachmant da presidente, acho que este não é o caminho institucionalmente adequado, democraticamente aceito, salvo se ela efetivamente tivesse cometido um crime, o que não me parece que ela tenha feito. Mas, se isso for melhor trabalhado dentro do partido talvez acentue minhas conversações com o PSDB”.

Mauro Campos quer ficar no PT, mas não tem garantias de apoio para reeleição - Foto: Wagner Montanari/GazetamtPetista por convicção, o vereador Mauro Campos também está em dúvida quanto a sua permanência na sigla. Ele também recebeu o convite de vários outros partidos, para sair da agremiação do PT, mas até o momento não tomou nenhuma decisão.

“A possibilidade de sair do PT depende da responsabilidade do partido, do compromisso com a minha reeleição. Não tenho dúvida quanto minha convicção partidária, admito que tenho muitas dificuldades em sair dele. Tenho que buscar uma reeleição para crescer politicamente. Se o partido a nível de estado e de município, não me garantir condições de um projeto que viabiliza a reeleição, vou ter que avaliar com sangue frio. Minha situação ainda está favorável, estou na direção do partido, tenho um mandato de vereador, minha história é aqui e aqui quero permanecer”, pondera Mauro.

Já o vereador Ibraim Zaher não confirma permanência no PSD - Foto: Wagner Montanari/Gazetamt, hoje no Partido Social Democrático (PSD) a procura dos partidos também aconteceu, mas o fato de ter o vice-governador na sua sigla, está pesando na sua decisão. Porém há certa dificuldade junto ao diretório estadual.