MUDANÇAS CLIMÁTICAS

O fenômeno climático El Niño do período 2015-2016 iniciou seu declínio, mas sua intensidade continua

Caracterizado pelo enfraquecimento de ventos equatoriais e superaquecimento das águas do Pacífico

por GazetaMT

19 de Fevereiro de 2016, 11h23

O fenômeno climático El Niño do período 2015-2016 iniciou seu declínio, mas sua intensidade continua
O fenômeno climático El Niño do período 2015-2016 iniciou seu declínio, mas sua intensidade continua

O atual El-Niño deve se enfraquecer nos próximos meses e desaparecer progressivamente no segundo trimestre de 2016, diz a organização.

"Acabamos de viver um dos episódios do El Niño mais intensos jamais observados, e que provocou a aparição de fenômenos meteorológicos extremos em todos os continentes, contribuindo para os recordes de calor registrados em 2015", afirmou o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, em um comunicado publicado nesta quinta-feira (18)."

Várias regiões da América do Sul e do Leste da África ainda não estão totalmente recuperadas das chuvas torrenciais e das inundações de que padeceram", acrescentou. "O impacto econômico e humano da seca é cada vez mais evidente no sul e no nordeste da África, na América Central e em várias outras regiões."

Este fenômeno meteorológico alcança geralmente sua maior intensidade no fim do ano, daí a origem de seu nome, El Niño, alusão em espanhol ao Menino Jesus. Provoca secas e precipitações superiores ao normal em certas regiões.

 O ano mais quente

 O ano de 2015 foi o mais quente já registrado devido à conjunção de um episódio El Niño excepcionalmente forte e o aquecimento do planeta pelos gases de efeito estufa, segundo a OMM.

Em janeiro passado, a Califórnia sofreu particularmente com o fenômeno do El Niño, com trombas d'água que provocaram inundações e deslizamentos de terra.

O El Niño também provocou, segundo os climatologistas, os mortais tornados no Texas das últimas semanas, incomuns nesta época, assim como o também incomum clima ameno no nordeste dos Estados Unidos. Se traduz em um aumento da temperatura dos oceanos, que provoca danos aos corais, segundo a OMM. Os recifes de corais dos Estados Unidos foram particularmente expostos.

O El Niño também contribuiu para aumentar os ciclones no Pacífico. Assim, o ciclone Patricia, que tocou a costa mexicana em 24 de outubro de 2015, seria o mais intenso já observado no hemisfério oeste. Também é responsável por uma diminuição dos furacões no Atlântico e em torno da Austrália, onde o ano de 2015 foi o mais seco e o mais quente.

Fonte G1