CANDIDATO AO GOVERNO

Fagundes desiste de Ministério de olho na briga contra Taques

por GazetaMT

19 de Fevereiro de 2018, 08h03

Fagundes desiste de Ministério de olho na briga contra Taques
Fagundes desiste de Ministério de olho na briga contra Taques

O senador mato-grossense Wellington Fagundes -PR será candidato ao Governo do Estado em 2018. Desistiu do convite feito pelo presidente da República Michel Temer -MDB para assumir o Ministério dos Transportes de olho na briga com o tucano Pedro Taques -PSDB. Demorou, mas saiu de cima do muro. Teria atendido, segundo sua assessoria, pedido de sua base aliada.

Discreto, Fagundes já articulava junto a seu grupo político a possibilidade de candidatura. Aguardava, ainda, a confirmação dos prováveis concorrentes ao Paiaguás. Até o momento, dos mais expressivos nomes, além do atual governador Pedro Taques, está na lista das hipóteses o do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes, pelo DEM de Jayme Campos ou pelo PP de Blairo Maggi.  

A incógnita está justamente aí: o quão fundo cavou Fagundes em sua articulação. Sem eu grupo de apoio, podem estar o MDB, PTB, DEM e PP. Neste caso, a porta de Mendes se fecha, talvez punido por sua própria indecisão.

Fagundes, que em nada tem a ver com isso, chega forte.

Rodrimar

A recusa de Fagundes em assumir o Ministério dos Transportes, além da candidatura ao governo, pode ter sido influenciada pela investigação da Polícia Federal -PF no inquérito aberto contra Michel Temer. O mato-grossense fora citado pelo executivo Ricardo Mesquita, da empresa portuária Rodrimar. O caso se refere ao pagamento de propina em troca da prorrogação da concessão de exploração de áreas no Porto de Santos.

Fagundes seria o interlocutor do setor portuário. O interlocutor entre Mesquita e Temer seria o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), o "homem da mala" com R$ 500 mil recebidos da JBS supostamente a mando do presidente.

Em suas tentativas para conseguir a prorrogação da concessão, já com Temer na Presidência, Mesquita teria ficado sabendo que a ampliação dos prazos para contratos anteriores a 1993 estava tendo dificuldades na Casa Civil e acionou Rocha Loures "pretendendo que ele, juntamente com outros interlocutores do setor portuário, como o senador Wellington [Fagundes], agisse para resolver o problema".

O caso foi revelado pela revista época em junho do ano passado. Na época, Fagundes rebateu as acusações.