BARBÁRIE

Empresária de MT que estava desaparecida foi assassinada após cobrar dívida de R$ 1,2 mil

Dois homens foram presos pela Polícia Militar (PM) suspeitos de cometerem o crime

por Redação com informações G1MT

19 de Fevereiro de 2021, 15h04

Foto: divulgação PM/MT
Foto: divulgação PM/MT

A empresária Rosemeire Soares Perin, de 52 anos, que foi encontrada morta, na tarde dessa quinta-feira (18), na região da Passagem da Conceição, em Várzea Grande (MT), foi assassinada ao cobrar uma dívida de R$ 1,2 mil de um cliente. A informação foi divulgada pelo delegado Marcel Oliveira, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Dois homens foram presos pela Polícia Militar (PM) suspeitos de cometerem o crime. Um dos envolvidos é monitorado por tornozeleira eletrônica e tem antecedentes criminais por crime sexual e roubo. Ele confessou o crime, mas o outro indivíduo negou.

Rosemeire trabalhava no ramo de venda de produtos para festa e máquinas de sorvetes. Ela também vendia outros utensílios para comerciantes, como pratos e copos plásticos.

Foto: Divulgação 

O suspeito confesso vendia sorvetes em um supermercado em Várzea Grande e havia adquirido uma máquina de sorvetes com a vítima no ano passado no valor de R$ 7 mil. Meses depois, ele procurou a empresária para fazer uma manutenção na máquina e ficou devendo o valor de R$ 850 a ela. O homem também adquiriu um batedor de milk-shake e pratos plásticos, subindo a dívida total com a empresária para R$ 1,2 mil.

Além das vendas, era a própria Rosemeire que fazia a manutenção dos equipamentos.

“No dia do desaparecimento, ela foi até a quitinete dele, em Várzea Grande, para testar o equipamento que Jefferson comprou. Na ocasião ela cobrou essa dívida de R$ 1,2 mil e ele não gostou, deu uma ‘gravata’ e a vítima desmaiou. Ele a amarrou com fitas adesivas e amordaçou com uma meia”, detalhou o delegado.

Rosemeire despertou momentos depois para o desespero do cliente.

“Ele se viu em um momento de desespero. Por usar tornozeleira, ele disse que ficou com medo de voltar à prisão. Nisso, pegou uma faca de cozinha, de 30 centímetros, e deu três facadas no pescoço dela”, contou o delegado.

O suspeito confessou o crime e disse que depois pediu ajuda para um familiar. Tendo o pedido rejeitado, ele procurou outro comparsa, que aceitou ajudá-lo a se livrar do corpo.

Eles colocaram o corpo em um lençol, enrolaram, colocaram dentro de uma lona preta e enrolaram novamente em um edredom.

Depois disso, levaram o corpo até a Passagem da Conceição, onde ela foi encontrada dois dias depois.