na mira da PF

Polícia Federal prende 36 pessoas durante a Operação 'Carne Fraca'

Duas pessoas, dono e diretor do frigorífico Frigobeto, estão foragidas.

por GazetaMT

19 de Março de 2017, 07h00

Polícia Federal prende 36 pessoas durante a Operação 'Carne Fraca'
Polícia Federal prende 36 pessoas durante a Operação 'Carne Fraca'

Trinta e seis pessoas foram presas durante a Operação Carne Fraca deflagrada pela Polícia Federal (PF), na sexta-feira (17). De acordo com a PF, até esta noite de sábado (18), duas ainda estão foragidas: o empresário do frigorífico Frigobeto, Nilson Alves Ribeiro - que estaria na Itália - e o filho dele, Nilson Umberto Sacchelli Ribeiro, diretor da empresa.

Além das prisões, a Justiça Federal determinou o bloqueio de até R$ 1 bilhão das contas bancárias das 46 pessoas investigadas, e o Banco Central informou o bloqueio de pouco mais R$ 2 milhões.

Não significa necessariamente que cada um dos investigados tenha R$ 1 bilhão. Este é um teto estipulado pela Justiça.

Segundo a Polícia Federal, fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebiam propina para liberar licenças sem realizar a fiscalização adequada nos frigoríficos. A investigação indica que eram usados produtos químicos para maquiar carne vencida, e água era injetada nos produtos para aumentar o peso.

As carnes irregulares eram vendidas no Brasil e no exterior. Há também casos de papelão em lotes de frango e carne de cabeça de porco em linguiças.

Ao todo, 22 empresas são investigadas na operação, das gigantes JBS e BRF - que controlam marcas como Seara, Perdigão e Friboi - a frigoríficos menores como Master Carnes, Souza Ramos e Peccin.

As autoridades não detalharam quais irregularidades foram cometidas por cada empresa.

As empresas afirmam que estão colaborando com as investigações e negam adulteração nos produtos. Há ainda a suspeita de que os partidos PP e PMDB eram beneficiados com propina.