CORONAVÍRUS

Acompanhantes de mulher que testou positivo vão para isolamento em Rondonópolis

Duas amigas da paciente com caso confirmado agora passam a ser consideradas casos suspeitos

por Robson Morais - De Rondonópolis

19 de Março de 2020, 10h34

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Divulgação

Duas amigas da paciente de Rondonópolis que testou positivo para o novo coronavírus nesta semana, agora, também seguirão para o isolamento. Elas foram internadas em um hospital particular. Juntas, as amigas viajaram e retornaram do Egito.

A informação foi divulgada pelo médico infectologista Juliano Bevilacqua, que integra o Comitê de Gestão de Crises. “Duas pacientes deram entrada com suspeita. Tiveram contato e fizeram a mesma viagem que a mulher que testou positivo. Em função desta presença nos locais onde houve a contaminação, passaram a ser casos suspeitos. Apresentam tosse, febre e dor no corpo. Foram coletados materiais e os exames estão sendo feitos”, disse o infectologista ao portal de notícias Olhar Direto.

Segundo a publicação, as mulheres também apresentam alterações nos exames clínicos e radiológicos. “Devido à proximidade destas duas pessoas, existe essa suspeita grande de dois casos positivos, porém, os exames irão confirmar isto” disse o médico.

As pacientes estão isoladas e aguardam os resultados dos exames, que devem chegar em menos de cinco dias. As amostras também foram enviadas ao Laboratório Central de Mato Grosso (Lacen).

Caso confirmado

Caso confirmado de coronavírus, a paciente de 59 anos, que é diabética (grupo de risco), tem uma evolução estável e continua sob cuidados da enfermaria. Até o momento, não foi necessário o uso de oxigênio. Novos exames serão feitos nesta quinta-feira (19).

“A orientação que temos dado para as pessoas que têm contato com essas pessoas suspeitas, que façam um isolamento de 14 dias domiciliar. Todos que trabalham na casa, esposa, filhos, todos que tiveram contrato próximo, devem ficar este período evitando sair de casa, aglomerações, entre outros. Se tiver necessidade de sair, que o faça com máscaras”, disse o infectologista.