CARTA ABERTA
Comerciantes dizem que não aceitarão lockdown em Primavera do Leste
De acordo com os responsáveis pela carta, qualquer novo decreto que impeça o trabalho irá comprometer outro direito constitucional, o da dignidade da pessoa humana
19 de Março de 2021, 11h07
Em carta aberta, os empresários de Primavera do Leste alertam o prefeito Léo Bortolin, que não aceitarão outro decreto que impeça qualquer pessoa da cidade de exercer seu Direito Constitucional da Livre Iniciativa.
De acordo com os responsáveis pela carta, qualquer novo decreto que impeça o trabalho irá comprometer outro Direito Constitucional, o da Dignidade da Pessoa Humana (Art. 1o, III, CF) seja para empresários, colaboradores, funcionários públicos, aposentados e outros, pois, além de inviabilizar a continuidade de atividades, demissão em massa, quem tem seus proventos sofrerá com enorme redução em virtude da inflação no preço dos produtos.
“Pedimos que o Sr. Prefeito, Vereadores (as) e Comitê de Contingência que esqueçam a política e adotem o TRATAMENTO PRECOCE, transparência da vacinação e verbas, façam investimentos na área da saúde, aumento de leitos, insumos, estoque de medicamentos, EPIs, dentre outros que garantam atendimento médico a todos, bem como a fiscalização contínua de festas clandestinas, churrascos e aglomerações”, diz trecho da comunicação.
Além disso, os empresários reiteram que o distanciamento social não é sinônimo de proibição do trabalho e fechamento de atividades, tendo em vista que 90% do comércio e serviços do município não possuem aglomerações, devido a crise financeira. Ainda conforme os comerciantes, dentro das lojas do centro, praças ou bairros, são raras as que possuem vários compradores simultâneos e as que possuem, devem controlar os acessos.
“Por fim, reiteramos ao Sr. Prefeito, que não iremos seguir qualquer decreto que impeça o trabalho a partir do dia 22 do mês de março de 2021 e pede que não sejam editados decretos neste sentido, pois a abertura não será uma opção do SR. Prefeito, mas do povo de PRIMAVERA DO LESTE contra os decretos e a fiscalização, ante a situação, iremos praticar a legítima defesa (Art. 25 do Código Penal), pois estaremos defendendo nossas famílias, nossos amigos, nossos colaboradores, todo cidadão”, explicam os comerciantes.
“Pedimos diálogo, honestidade, bom senso e que afastem-se do espectro político, permitindo o povo trabalhar, para que evitemos enfrentamentos desnecessários que possam causar danos, quaisquer que sejam entre quem precisa trabalhar e agente da administração pública, seja na legislação, ou fiscalização”, finalizam os empresários.