Ananias se equilibra para manter apoio de concorrentes internos no PR
19 de Maio de 2012, 15h46
Nem tudo é um mar de rosas na vida de prefeito de Ananias Filho. Nos últimos dias ele tem dormido pouco, recebido muitas pressões e caminhado levando sobre si as expectativas de milhares de rondonopolitanos. Mas, além de tudo isso, tem se empenhado também em cuidados para não despertar os ciúmes dos próprios companheiros.
Ananias continua pré-candidato a prefeito pelo PR nas eleições de outubro, mas não toca no assunto desde que assumiu a vaga de José Carlos do Pátio. Ele sabe que a nova condição lhe concede uma enorme vantagem, mas também o torna dependente dos outros postulantes a vaga na legenda - os deputados estaduais Nininho e Sebastião Rezende.
Na reunião realizada na noite de sexta-feira os três estavam juntos no gabinete da Prefeitura e Ananias foi mais uma vez posto à prova. Depois de falar sobre o mutirão tapa buracos, da recuperação do trecho sem asfalto na BR-364 e prometer tirar da gaveta o projeto da avenida Beira Rio, o novo prefeito foi provocado por José Márcio Guedes, suplente de vereador e secretário adjunto de Pavimentação Urbana do Governo do Estado.
"Para fazer tudo isso você vai precisar de mais quatro anos, não vai?", indagou Guedes numa clara alusão ao pleito de outubro. Nininho e Sebastião Rezende sorriram amarelo. Ananias e o presidente do PR, Wellington Fagundes, fizeram de conta que não ouviram.
Até aqui a tática de Ananias tem dado certo. Mas é bom o PR se definir logo sob pena de começarem a surgir as primeiras vítimas do 'fogo amigo'.