Caso Cachoeira e corrupção

Taques faz requerimento para Pagot ser ouvido pela CPI e critica corrupção no Estado

“Não podemos deixar que esta CPI seja uma CPI de acordos, todos devem ser ouvidos”, destaca o senador

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19 de Maio de 2012, 16h28

Taques faz requerimento para Pagot ser ouvido pela CPI e critica corrupção no Estado
Taques faz requerimento para Pagot ser ouvido pela CPI e critica corrupção no Estado

O senador Pedro Taques (PDT) em passagem por Rondonópolis e Pedra Preta afirmou que já encaminhou um requerimento à CPI do Caso Cachoeira solicitando que Luiz Antônio Pagot seja ouvido, já que a CPI "chapa-branca", denominada assim pelo próprio senador, teria desistido de ouvir o ex-presidente do Departamento Nacional de Trânsito (DNIT), que foi o pivô de várias denúncias, incluindo a intervenção do deputado Federal, Welligton Fagundes (PR) dentro do órgão.

Um dos casos citados por Pagot foi a intervenção do deputado para liberação do trecho duplicado na Serra de São Vicente, pela empresa Delta, que foi realizado com vários centímetros a menos daquele constante no contrato, que estava interditado pelo DNIT em função das irregularidades. "Não podemos deixar que esta CPI seja uma CPI de acordos, todos devem ser ouvidos", destaca o senador.

“Aquele que tem dono pode ser vendido”, diz Pedro Taques (Foto: Marcos Magalhães)Para Taques a CPI deve ouvir todas as pessoas citadas, incluindo governadores, deputados e senadores. "Isso deve ser feito com transparência, com a liberdade ao acesso aos documentos pela sociedade. Um político precisa ser transparente porque a coisa pública não é propriedade de político nenhum, é de toda a sociedade", explica.

Sobre as suspeitas sobre o deputado Wellington Fagundes, Taques preferiu não comentar, mas antecipou que já existem requerimentos, que partiram de outras pessoas, para que ele também seja ouvido pela CPI.

Quando questionado pela reportagem do GazetaMT sobre as investigações em andamento no Ministério Público Federal (MPF) em Cuiabá sobre três obras: a da Travessia Urbana em Rondonópolis; a duplicação da Serra de São Vicente e as obras emergenciais de trafegabilidade na BR-364, o senador preferiu defender as suas bandeiras.

"Prefiro continuar com o meu compromisso, que é levar dignidade à população com educação, saúde e segurança. Se outros preferem defender rodovias tudo bem. Eu prefiro pensar na pós-logística porque conseguir dinheiro para estradas é fácil, o problema é a realização das obras", declara e complementa em discurso em Pedra Preta que se sente abismado com as estradas prometidas que permanecem sempre nas promessas. "Onde está o dinheiro cara de Pau!", dispara.

 

"Em Brasília meu partido é Mato Grosso", diz Taques

 

Conforme o senador, ele não é o dono de prefeitos e vereadores do PDT, mas sim parceiro de todos os prefeitos indiferente à qual partido pertence. "Aquele que tem dono pode ser vendido".

Ainda, segundo Pedro Taques, é a "corrupção que mata pessoas nas estradas, que não garante qualidade na educação, que deixa um cidadão morrer em frente ao hospital, que deixa um estudante ser morto quando volta da escola".

 

Alerta aos pré-candidatos do PDT

 

Taques fez questão de esclarecer que as leis eleitorais devem ser cumpridas. "Lembrem-se, palavras convencem, atitude arrastam", diz e conclui: "precisamos de prefeitos que saibam administrar a coisa pública, que é pública, não é de ninguém, é de todos".

 

"Não sou despachante da União", dispara

 

Taques destaca que o trabalho de um senador é ser transparente e lutar para dar dignidade à população: "Não interessa de você é do PR ou de outro partido. Eu não faço projetos de leis para mudar nomes de rodovias e viadutos. Desde que assumi apresentei 37 projetos de leis e sete emendas à constituição, todos com 100% de aprovação e não sou um despachante da União".