“SOLTINHO”

Para um presidiário, Silval Barbosa anda falando demais do atual governo do Estado

por GazetaMT

19 de Maio de 2016, 08h32

Para um presidiário, Silval Barbosa anda falando demais do atual governo do Estado
Para um presidiário, Silval Barbosa anda falando demais do atual governo do Estado

De governador a presidiário, ascensão e queda que resumem a história de Silval Barbosa (PMDB), depoente na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura desvios e superfaturamento nas obras da Copa do Mundo, em 2014, na capital do Estado. Na última quinta-feira (12), o investigado se atreveu a alfinetar o atual governador do Estado, Pedro Taques (PSDB).

O "pitaco" partiu após a polêmica quanto ao cancelamento do Reajuste Geral Anual (RGA) pago a servidores do Estado referente a 2015 com base na inflação. A tônica do caso foi a recente paralisação de 70% das categorias em todo o Mato Grosso e a alegação, por parte do próprio governador Pedro Taques, de que não há recurso público que banque o débito. Buscando abrir o diálogo, o governador frisou que o momento é de crise e o Estado não possui dinheiro para arcar tendo em vista a alta folha de pagamento dos servidores.

Sobre este argumento há os que acreditam, os que condordam e os que não. E eis que surge no meio do bolo o comentário de Silval. "A folha de dezembro e o 13º salário dos comissionados eu paguei em 19 de dezembro. O 13º dos servidores efetivos eu pagava no dia do aniversário. E o salário dentro do mês. Nunca atrasei um dia de salário. Muito menos tive discussão sobre reposição salarial", disse, referindo-se ao fato que repôs a inflação do ano anterior na data base de maio durante os cinco anos do seu governo.

Pelo que se sabe, Taques não se deu ao trabalho de responder a alfinetada do ex-governador. Em entrevistas, o tucano tem se mostrado focado em atender e argumentar junto a quem importa: os servidores. Em sua defesa, porém, saiu o atual presidente da CPI que ouviu o depoimento de Silval, Oscar Bezerra (PSB).

Silval está preso no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) desde o dia 17 de setembro, após a deflagração da primeira fase da Operação Sodoma, da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz). Para depor à CPI, precisou de autorização judicial e liberação do sistema penitenciário.

Quanta moral, não é mesmo ?!?...