De Cara Limpa Contra as Drogas
Projeto da Polícia Civil orienta alunos sobre a prática do bullying
O projeto começou em 2008 no município de Campo Novo dos Parecis
19 de Junho de 2016, 07h00
Buscando trabalhar diferentes assuntos do cotidiano do jovem em idade escolar, o Programa De Cara Limpa Contra as Drogas, desenvolvido pela Polícia Judiciária Civil, adotou entre os temas abordados, o "Bullying", para orientar alunos de escolas de Cuiabá, Várzea Grande e do interior do Estado. Na última quinta-feira (16.06), sessenta alunos do 8º ano da escola estadual Tancredo Neves, na capital, se reuniram para conhecer um pouco mais sobre o bullying e as consequências dessa prática.
Tratado como um complexo fenômeno social entre os adolescentes, o bullying entrou no roteiro de palestras do De Cara Limpa Contra as Drogas, após a equipe do programa perceber a amplitude e a necessidade de trabalhar o tema dentro da escola, principal local de ocorrência.
A violência física ou psicológica, que muitos jovens enfrentam, vem ganhando cada vez mais espaço na mídia e nas discussões entre os profissionais da educação. Abordar o assunto com os próprios jovens é uma das estratégias para combater e prevenir a atuação.
A escrivã, Maristene Aparecida Sales, que atua como palestrante voluntária do programa há quatro anos, conta que no início ela trabalhava com a palestra, "A importância da família e da Escola", em que o tema "bullying" já era abordado. "Vendo a reação dos alunos durante a exposição do tema, a equipe percebeu que o assunto tinha grande potencial para ser trabalhado com os jovens", disse.
O Programa
O De Cara Limpa Contra as Drogas é um programa de prevenção ao uso de drogas lícitas e ilícitas, que nasceu em 2008, no município de Campo Novo dos Parecis, e desde o ano de 2009 é executado em escolas de Cuiabá e Várzea Grande, sendo levado também para municípios do interior do estado.
O programa desenvolve ações preventivas junto às escolas, universidades, igrejas, clubes sociais, associações de bairros, e, principalmente, com famílias de crianças e adolescentes em situação de risco. O envolvimento do público alvo se dá por meio de palestras, oficinas e gincanas, concursos de frases, campanhas publicitárias, teatro e paródias referentes ao tema, teatro de fantoche com estórias relacionadas a drogas, além de atividades desportivas e culturais.