Porte de Armas

Senado decidiu frear movimentos do Planalto ao derrubar decreto das armas

O placar de 47 votos a 28 foi um alerta de que o ambiente é desfavorável ao governo.

por G1

19 de Junho de 2019, 10h48

Senado decidiu frear movimentos do Planalto ao derrubar decreto das armas
Senado decidiu frear movimentos do Planalto ao derrubar decreto das armas

O placar expressivo do Senado que decidiu na noite desta terça-feira (18) derrubar os decretos do presidente Jair Bolsonaro que flexibilizam o porte e a posse de armas foi uma forma de mandar um recado ao Palácio do Planalto. Senadores ouvidos pelo blog disseram que o Congresso Nacional quis frear o movimento do presidente de legislar por meio de decretos.

Muito mais do que o mérito da matéria, houve unidade no Senado para derrubar a forma como o presidente decidiu colocar em prática uma promessa de campanha sem um debate mais amplo no Legislativo. "O correto teria sido o envio de um projeto de lei", ressaltou a senadora Simone Tebet (MDB-MS), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

placar de 47 votos a 28 foi um alerta de que o ambiente é desfavorável ao governo. A expectativa de senadores é que a Câmara também se posicione contra o decreto.

Já na primeira da edição do decreto das armas, as assessorias técnicas da Câmara e do Senado identificaram inconstitucionalidade no texto e a impossibilidade de legislar por meio de decreto, esvaziando atribuições do Congresso.

"O recado foi claro. O Senado deu um freio nesse movimento do presidente Bolsonaro de governar por decretos. Isso já começava a criar um grande desconforto no parlamento. O recado veio com essa votação. Foi colocado um limite ao Planalto", disse ao blog um senador próximo ao governo.

A percepção de senadores é que a derrota foi mais expressiva porque o presidente Bolsonaro se envolveu pessoalmente para manter o decreto fazendo não apenas declarações públicas, mas ligando pessoalmente para senadores.