VERBA FEDERAL
Prefeitura de Rondonópolis terá que devolver R$1,4 milhão ao Ministério da Saúde por leitos de UTI não credenciados
Inicialmente, leitos seriam credenciados e instalados em novo Hospital Municipal, mas gestão recuou
19 de Junho de 2020, 15h25
Sem ter credenciado nenhum leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) junto ao Ministério da Saúde, a Prefeitura de Rondonópolis terá, agora, que devolver o dinheiro investido pelo Governo Federal a título de custeio. O valor chega a R$ 1.440.000,00.
O Ministério da Saúde publicou portaria que desabilita 89 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com Covid-19 em hospitais de Mato Grosso. Entre eles, estão os 10 leitos que estão instalados na UPA 24 horas de Rondonópolis, que são leitos semi-intensivos/estabilização.
Inicialmente, os leitos haviam sido credenciados pela gestão do prefeito José Carlos do Pátio e iriam funcionar no novo Hospital Municipal, um antigo hotel comprado pela Prefeitura. Fato que a reforma no espaço ainda não foi concluída e os leitos, então, foram encaminhadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e descredenciados junto ao Ministério da Saúde. Atualmente, a administração municipal fala em mantê-los assim, na UPA e descredenciados.
Do ponto de vista da Prefeitura, manter o descredenciamento é bom para o município de Rondonópolis. Uma vez custeados apenas com recursos municipais, argumenta a gestão, os leitos poderão ser destinados a uso exclusivo de cidadão rondonopolitanos, diferente do que ocorre, por exemplo, com leitos custeados pelos governos Federal e Estadual no Hospital Regional e Santa Casa. Estes são de uso de toda a região Sul.