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Percival fala sobre Segurança e diz que Rondonópolis não pode virar 'depósito de rejeitos da Copa'

Candidato do PPS criticou transferência de presos e disse que papel do prefeito é o de liderar a defesa da população

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19 de Julho de 2012, 07h13

Percival fala sobre Segurança e diz que Rondonópolis não pode virar 'depósito de rejeitos da Copa'
Percival fala sobre Segurança e diz que Rondonópolis não pode virar 'depósito de rejeitos da Copa'

O deputado estadual Percival Muniz, candidato a prefeito pela coligação 'A Força da Gente' voltou a questionar ontem a utilização de recursos do município para investimentos no setor de Segurança Pública. Segundo ele, ao assumir essa função o município aceita a omissão do Estado e corre o risco de ficar sem dinheiro para aplicar em áreas que são essenciais e de sua competência - como a Saúde e a Educação.

"A Prefeitura deve priorizar ações em medidas que promovam a inclusão e reduzam a desigualdade social, agindo de forma preventiva para evitar que jovens e adultos sejam seduzidos ou vitimados pela criminalidade. Se começarmos a assumir funções alheias, como o combate ao crime, vai faltar recursos para atender os cidadãos de bem que vivem em situação de risco social", avalia.

Para Percival Muniz, ao invés de consumir recursos e esforços prometendo resolver os problemas da Segurança Pública, os prefeitos devem assumir uma posição de vanguarda e liderar a sociedade na cobrança dos investimentos devidos pelo Estado e pela União.

Ele citou como exemplo a iniciativa da Prefeitura de Rondonópólis, que prepara a criação de uma Secretaria Municipal de Apoio à Segurança Pública. Além de lançar dúvidas sobre os interesses eleitorais que estariam motivando a iniciativa, Muniz afirma que a medida pode mascarar a causa real do avanço da criminalidade no município.

"A verdade é que a Cidade tem sido transformada numa espécie de depósito para os rejeitos da Copa do Mundo. Prova disso é a disposição do Estado de enviar para cá mais 300 presos, sem oferecer a contrapartida no que diz respeito ao aumento do efetivo e à melhoria das condições de trabalho dos policiais. O papel do prefeito nesse caso deve ser o de defender a população, impedindo a transferência de mais presos e cobrando investimentos compatíveis com a realidade demográfica, econômica e social do município", sugere.

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