LEGISLATIVO

Prorrogada, CPI do MPE já está na fase do relatório

Comissão foi criada para investigar conduta de membros do Judiciário e supostas irregularidades na negociação de cartas de créditos

por GazetaMT

19 de Julho de 2017, 13h59

Prorrogada, CPI do MPE já está na fase do relatório
Prorrogada, CPI do MPE já está na fase do relatório

O prazo de trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE) foi prorrogado por 90 dias, na última sexta-feira (13), conforme o ato nº 025/2017, publicado no Diário Oficial Eletrônico da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (DOE/ALMT) veiculado ontem (17).

Segundo o presidente da CPI do MPE, deputado Oscar Bezerra (PSB), a prorrogação atende ao pedido do Colégio de Líderes, para melhor investigação. O relator da comissão, deputado Dr. Leonardo (PSD), informou que os trabalhos estão na etapa de elaboração de relatório. "Voltando do recesso, vamos falar com a equipe técnica para verificar se há ainda demanda de ouvir alguém", explicou o parlamentar.

A prorrogação do prazo começa a contar em 20 de julho próximo, quando encerrará a prorrogação anterior. A atual é a quarta, sendo a primeira em 28 de abril de 2016, por meio do ato nº 015/20016. Dentre os motivos das mudanças, constam os afastamentos dos titulares Max Russi (PSB) e Wilson Santos (PMDB) - que assumiram pastas no Executivo, e de José Carlos do Pátio (SD) - que assumiu a prefeitura de Rondonópolis.

A CPI foi criada para investigar a conduta de membros do Ministério Público Estadual, relacionada a supostas irregularidades na negociação de cartas de créditos, ocorridas na área sujeita ao controle e fiscalização do Poder Legislativo Estadual.

Além do presidente e do relator, compõem a CPI do MPE como titulares os deputados Mauro Savi (PSB), Gilmar Fabris (PSD) e Dilmar Dal Bosco (DEM). Os suplentes são os deputados Guilherme Maluf (PSDB), Wagner Ramos (PSD), Wancley Carvalho (PV), Sebastião Rezende (PSC) e Baiano Filho (PSDB).

A comissão foi criada pelo Ato nº 057/2015, para investigar as suspeitas que vieram à tona durante a 5ª etapa da Operação Ararath, deflagrada em maio de 2014. À ocasião, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa do ex-secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes, onde foram encontrados documentos e planilhas detalhando pagamento de precatórios a promotores e procuradores de Justiça. Segundo informações contidas nos documentos, 45 promotores teriam sido beneficiados com um valor total superior a R$ 10,3 milhões.