Malandragem
Promotor diz que irá investigar “falsos pescadores”
19 de Agosto de 2019, 08h43
Um vídeo gravado pelo promotor do Meio Ambiente de Rondonópolis, Ari Madeira Costa, e que circula pelos grupos de whatsapp e outras mídias digitais, denuncia o grande número de pessoas que se passam por pescadores profissionais, quando na verdade nunca o foram. Indignado, o promotor prometeu abrir em breve uma investigação e responsabilizar quem malandramente se aproveita da situação, que estariam cometendo crime de falsidade ideológica.
No vídeo, o promotor diz ter estranhado o grande número de pescadores artesanais profissionais do estado, que segundo passariam de dez mil pessoas. Os dados lhe teriam sido fornecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e o próprio promotor admite ter estranhado a presença de nomes de empresários e outras pessoas que definitivamente não dependem da pesca para sobreviverem.
Parece história de pescador, mas o motivo que teria levado essas pessoas a se cadastrarem e obterem a carteira de Pescador seria para ter o direito de transportar até 75 quilos peixe semanais e em alguns casos também para o Seguro Defeso, auxílio pago pelo Governo Federal para os pescadores na época da Piracema, quando a pesca comercial fica proibida.
Ari Madeira diz que em Rondonópolis há cerca de 100 pessoas vivem exclusivamente da pesca, outras que sobrevivem da pesca e de outras atividades, o que não configuraria nada errado, mas há os casos de pessoas que se passam por pescadores profissionais apenas para obterem vantagens ilegais.
O que se comenta é que entre as pessoas cadastradas como pescadores profissionais estão grandes empresários, pastores evangélicos, funcionários públicos e outros, que estão apenas se aproveitando dos benefícios da lei, cometendo dessa forma o crime de falsidade ideológica.
Apesar de se tratarem, em bom português, de criminosos, Ari Madeira é condescendente com os mesmos e pede a estes que cancelem as suas carteiras de pescadores e entreguem na Promotoria a prova do cancelamento, para evitar serem algo da investigação por falsidade ideológica. O promotor diz que em 30 dias irá pedir outra lista ao MAPA e a partir daí iniciar de fato as investigações.
O Buxixo espera que essa investigação de fato aconteça e que os malandros sejam identificados e deixem de contar com os privilégios que são legítimos apenas para aqueles que sustentam suas famílias com a pesca. E que aqueles que receberam dinheiro público indevido sejam obrigados a devolverem o dinheiro.