APÓS REVOLTA POPULAR
Deputados de MT tentam destravar em Brasília projeto do presidente Bolsonaro que indica a castração química em estupradores
Para que o PL seja desarquivado, devem haver ao menos 171 assinaturas coletadas numa primeira tentativa.
19 de Agosto de 2020, 16h48
Um caso que chocou toda a sociedade, que comumente pouco tem feito para defender as crianças da “monstruosidade” de agressores, principalmente adultos, como o da menina de 10 anos do Espirito Santo (ES), que incontáveis vezes foi abusada e estuprada dentro de casa, uma delas pelo próprio tio, cuja o ato libidinoso resultou numa gravidez indesejada e de alto risco, reascendeu a discussão sobre a castração química de estupradores e estupradores de vulneráveis no Congresso Nacional.
Os deputados por Mato Grosso, José Medeiros (Podemos) e Nelson Barbudo (PSL), da extrema direita, assinaram o requerimento em regime de urgência em que pedem para destravar o Projeto de Lei de autoria do deputado à época, Jair Bolsonaro (sem partido), hoje presidente da República, para iniciar um tratamento de retirada de estímulos sexuais neste tipo de cidadão criminoso.
Para que o PL seja desarquivado, devem haver ao menos 171 assinaturas coletadas numa primeira tentativa.
O filho do presidente e deputado, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), em seu canal no Youtube, anunciou nesta semana que um dia depois de o caso da menina se transformar no “estopim”, apresentou um novo Projeto de Lei nos mesmos moldes do de seu pai, para que a medida seja aprovada e reconhecida o quanto antes, na intenção de resguardar a integridade dos brasileiros de bem e com isso evitar demais abordagens enquadradas como crimes hediondos.