CASO ISABELE

Empresária diz acreditar que filha de 14 anos foi morta por ciúmes

O crime aconteceu dentro da residência da melhor amiga da vítima, da mesma idade, localizado no condomínio Alphaville, em Cuiabá.

por Daffiny Delgado, de Cuiabá

19 de Agosto de 2020, 12h05

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

A empresária Patrícia Guimarães Ramos, mãe da adolescente Isabele Ramos, de 14 anos, que foi morta com um tiro na cabeça no dia 12 de julho, disse acreditar que o crime tenha sido motivado por ciúmes.

O crime aconteceu dentro da residência da melhor amiga da vítima, da mesma idade, localizado no condomínio Alphaville, em Cuiabá.

“O que sei, como mãe, é que naquele dia aconteceu algo entre elas. De repente, um ciúme, até porque a minha filha sempre me dizia que o namorado e ela tinham uma relação conturbada. Eles brigavam bastante, tinham muito ciúmes entre eles”, afirmou em entrevista à TV Vila Real, na terça-feira (18).

Para a empresária, a morte de Isabelle poderia ter sido evitada, se a autoria do disparo não tivesse acesso a armas de fogo.

“Se essa garota não tivesse acesso a uma arma, se ela não soubesse praticar tiro, ela teria mandado minha filha embora de casa, teria bloqueado a minha filha no Instagram, minha filha teria voltado aquele dia”, disse.

Ainda em entrevista Patrícia disse também acreditar que o namorado da autora do disparo saiba o que aconteceu entre as meninas, por mais que ele não estivesse na casa no dia do crime.

“Ele não estava na casa, já tive imagens de que ele realmente não estava ali. Ele sabe o que aconteceu ali naquela noite, não foi só ela. As pessoas todas que estavam ali naquela noite sabem sim o que aconteceu, só não querem dizer”, declarou.

A reconstituição

Na noite de terça-feira, a Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) e Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (DEDDICA) realizaram a reconstituição do dia em que a adolescente foi morta, no condomínio de luxo, do bairro Jardim Itália.

Patrícia não participou da reconstituição do caso e nem a adolescente acusada do crime.

Pelo menos 41 policiais civis participaram dos trabalhos que teve início às 19h30 e durou até o início da madrugada desta quarta-feira (19).