COINCIDÊNCIA OU ACASO

Três mulheres: Martinelli, Feldner e Cel. Vânia, desistem de disputar eleição ao lado de Janaína

Em política, quando uma mulher sai, pode ser circunstância. Quando três saem, vira assunto.

por De Brasília: Estevan de Melo

19 de Agosto de 2026, 11h45

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Divulgação

A chapa de Janaína Riva começa a campanha com uma pergunta incômoda nos bastidores: por que tantas mulheres que estavam associadas ao projeto acabaram ficando pelo caminho?

Primeiro, a delegada Ana Cristina Feldner deixou a suplência ao Senado. Depois, a vice -prefeita de Cuiabá, coronel Vânia Rosa desistiu da disputa por uma cadeira na Assembleia. Agora, Rosana Martinelli também renunciou à candidatura à Câmara Federal.

Isoladamente, cada saída pode ter uma explicação própria. Mas, politicamente, três movimentos envolvendo mulheres em uma mesma largada chamam atenção, e alimentam a conversa sobre espaço, composição e, principalmente, diálogo dentro do projeto.

A saída de Ana Cristina ganhou ainda mais repercussão porque ela afirmou que decisões na vida pública precisam ser construídas com “diálogo, respeito e reciprocidade”.

O curioso é que Janaína vinha justamente construindo seu discurso político em torno da representatividade feminina. A própria Coronel Vânia, meses atrás, defendia publicamente que a candidatura de Janaína ao Senado representava um movimento coletivo das mulheres de Mato Grosso.

Agora, com três mulheres fora do tabuleiro, a pergunta que fica nos bastidores é inevitável: o problema está nas candidatas, nas circunstâncias eleitorais ou na forma como o projeto está sendo conduzido?

Ainda é cedo para falar em crise. Mas também seria ingenuidade tratar tudo como mera coincidência.

Em política, quando uma mulher sai, pode ser circunstância. Quando três saem, vira assunto.