Realidade destrói ‘estatística’ da Semasp, que já começa a virar alvo de piadas na cidade
19 de Setembro de 2012, 10h12
Enquanto o pessoal da Prefeitura insiste em plantar 'dados estatísticos' apontando uma suposta redução de 70% na criminalidade, o número de roubos, furtos e homicídios continua crescendo. Só nos últimos seis dias foram registrados cinco homicídios, várias tentativas de homicídio e dezenas de roubos e furtos.
Infelizmente a Polícia Civil tem criado dificuldades para apresentar à imprensa as estatísticas oficiais relativas ao número de crimes ocorridos em Rondonópolis. Os dados disponibilizados até o momento foram fornecidos pela Polícia Militar (que tem apenas números parciais) ou são frutos de levantamentos feitos com base em reportagens realizadas pela imprensa local - que destaca apenas as ocorrências mais 'relevantes'.
De qualquer forma, a situação comprova que, até aqui, foi em vão o dinheiro gasto na implantação e nas propagandas da Secretaria Municipal de Apoio à Segurança Pública.
O pior é que, ao invés de adotar medidas de inteligência visando conter de fato a criminalidade, as autoridades que deveriam zelar pela segurança pública priorizam as ações eleitorais visando favorecer um dos candidatos a prefeito.
Aliás, a atuação da força da SEMASP tem gerado irritação e piadas entre a população. A maioria não entende porque os policiais ficam apenas na região central e não conseguem chegar aos locais de ocorrências criminais com a mesma velocidade que, por exemplo, as equipes do Samu.
A falta de resposta e o hábito de ficarem estáticos em pontos de grande movimentação (de modo a facilitar a visibilidade) já garantiu ao pessoal da SEMASP o apelido de 'Polícia Bibelô' - aquela que existe apenas de enfeite.