RODOVIA

Rota do Oeste informa que está analisando MP para definir se adere às novas medidas de concessão

Documento assinado pelo presidente Michel Temer foi publicado hoje pelo Diário Oficial da União

por Robson Morais

19 de Setembro de 2017, 14h27

Rota do Oeste informa que está analisando MP para definir se adere às novas medidas de concessão
Rota do Oeste informa que está analisando MP para definir se adere às novas medidas de concessão

À reportagem, a concessionária Rota do Oeste, que administra as rodovias BR 163 e 364, em Mato Grosso, informou em nota que está analisando os pontos da Medida Provisória 800/2017, publicada hoje, 19, no Diário Oficial da União, que estabelece as diretrizes para a reprogramação de investimentos em concessões rodoviárias federais.

"A Rota do Oeste está analisando o texto da Medida Provisória para definir sua adesão. Considera este um importante avanço para garantir a retomada dos investimentos. A concessionária destaca ainda que somente a duplicação está suspensa, os demais serviços estão sendo realizados normalmente", diz a nota enviada ao GazetaMT.  "Atualmente, a Rota do Oeste conta com três frentes de trabalho destinadas à recuperação de pavimento, manutenção e conservação. Tem 18 bases de atendimento ao usuário e realiza, em média, 346 atendimentos diários de socorro mecânico, resgate médico, entre outros", segue.

Investimentos

O modelo de concessão da BR-163 em Mato Grosso prevê que parte das obras de duplicação no trecho de 850,9 quilômetros seja compartilhada entre a Rota do Oeste (453 quilômetros) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) (400 quilômetros).

Essa divisão ocorre já que, na data de realização do leilão da rodovia, os trechos de Rondonópolis a Cuiabá e de Rosário Oeste a Posto Gil (Diamantino) estavam licitados pelo Governo Federal para que outras empresas fizessem a duplicação.

Sendo assim, a Rota do Oeste entregou em março de 2016 um trecho de 117,6 quilômetros duplicados, da divisa com Mato Grosso do Sul a Rondonópolis. Tem ainda a responsabilidade de duplicar em cinco anos o segmento da rodovia dos Imigrantes (BR-070), na região de Cuiabá e Várzea Grande; e o trecho de Posto Gil (Diamantino) a Sinop.

A MP

Ponto importante no documento, a MP possibilita às empresas aumento no prazo para a realização de obras. Amplia de cinco anos -como o previsto no governo da ex-presidente Dilma Rousseff-, para 14 na chamada terceira etapa. "O prazo máximo para a reprogramação do cronograma de investimentos originalmente assumido será de quatorze anos e estará condicionada, em cada caso, à demonstração da sustentabilidade econômico-financeira do empreendimento até o final da vigência da concessão", cita o texto.

A MP foi assinada pelo atual presidente Michel Temer -PMDB, antes de seu embarque para o Estado Unidos.  As concessionárias interessadas em aderir à nova contratação tem um ano para se manifestar. O novo cronograma será negociado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres -Antt.

Em troca, cada concessionária terá redução nas tarifas de pedágio, encurtamento do prazo da concessão ou uma combinação de ambos. Uma vez reprogramada a concessão, será priorizada a duplicação dos pontos de maior movimento. A medida ainda garante a suspensão da cobrança de multas pela falta de investimentos previstos no contrato original.