FRAUDE NA SAÚDE
Ex-secretário adjunto de saúde que estava foragido se entrega a polícia
Flávio Taques teve a prisão decretada durante a segunda fase da Operação Sangria, no dia 18 de dezembro.
02 de Janeiro de 2019, 13h25

O ex-secretário adjunto da Secretaria de Saúde de Cuiabá, Flávio Taques, que estava foragido há pelo menos 15 dias, decidiu se entregar à polícia na manhã desta quarta-feira (2), em Cuiabá.
Flávio Taques é acusado de integrar uma organização criminosa, que montou um esquema que monopolizou os serviços da Saúde e atua no Estado há 14 anos, por meio de influência política e econômica, oferecendo propinas, fraudando processos licitatórios e superfaturando contratos administrativos.
De acordo com a assessoria da Polícia Civil, Flávio se apresentou na Gerência Estadual de Polinter, por volta de 9h30, acompanhado de um advogado.
O ex-secretário ainda não foi interrogado e a data ainda será definida pela Defaz. Após o cumprimento do mandado de prisão ele deve ser encaminhado para audiência de custódia nesta tarde, no Fórum na Capital.
Ele teve o mandado de prisão decretado durante a segunda fase da Operação Sangria, deflagrada no dia 18, pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz).
A segunda fase da operação foi desencadeada após a polícia constatar que os alvos estariam coagindo testemunhas e apagando as provas dos crimes.
Foram alvos de mandados de prisão Huark Douglas Correia da Costa, ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Fábio Liberali Weissheimer, médico e sócio da Pró-Clin, Adriano Luiz Sousa, empresário e advogado, Kedna Iracema Fonteneli Servo, Celita Liberali, Luciano Correa Ribeiro, médico e sócio da Pró-Clin, e Fábio Alex Taques. Todos já estão em liberdade após decisões judiciais.
O ex-secretário adjunto é suspeito, junto com Fábio Taques, de gerenciar as ações do grupo, havendo fortes indícios de que estariam articulando a destruição de provas.
No dia da operação, Flávio fugiu de seu apartamento, situado no Bairro Santa Rosa, minutos antes dos agentes da Defaz chegarem no local. Ele teve apoio da servidora pública Luciana Franco Marcelo Carvalho, que foi vista com seu veículo Prisma branco, saindo do prédio com o ex-secretário.
No apartamento do acusado, os agentes encontraram na churrasqueira diversos documentos queimados. O material foi apreendido e encaminhado para análise.
Operação Sangria
A operação é um desdobramento do cumprimento de onze mandados de busca e apreensão, expedidos no dia 4 de dezembro pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que apura irregularidades em licitações e contratos firmados com as empresas Proclin (Sociedade Mato-Grossense de Assistência Médica em Medicina Interna), Qualycare (Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar LTDA) e a Prox Participações.