Observatório Social ainda não explicou discrepância sobre números de servidores da Prefeitura
02 de Outubro de 2012, 17h03
O Observatório Social foi criado com a promessa de auxiliar a sociedade a fiscalizar a aplicação do dinheiro público. A coisa até começou a funcionar quando o município era administrado pelo ex-prefeito José Carlos do Pátio. Mas, atualmente, além de não observar nada a ONG tem servido para justificar o injustificável.
Um bom exemplo é a questão do número de funcionários existente atualmente na Prefeitura. A ONG solicitou a informação e havia prometido divulgar os dados no mês passado em sua assembleia de 'prestação de contas'.
A tal assembleia acabou não acontecendo, mas, após a insistência da imprensa, representantes da ONG acabaram divulgando números que supostamente foram fornecidos pela Secretaria Municipal de Administração.
Os números apontaram um cenário maravilhoso, com menos de 40% de funcionários contratados sem concurso público. O problema é que esses dados foram desmentidos em declarações prestadas pelo Instituto Municipal de Previdência de Rondonópolis e pelo próprio secretário de Administração. E, até agora, o Observatório Social não veio a público para explicar se foi enganado ou se tentou enganar a sociedade.
O Buxixo quer acreditar que não há má-fé por parte dos responsáveis pelo Observatório Social. Mas não há como negar que a situação afeta a moral e coloca a ONG sob suspeita de manipulação política.
Seriá muito interessante que o Observatório Social se pronunciasse sobre este e outros assuntos envolvendo os recursos públicos.
Até porque já tem gente considerando que os 'observadores' é que devem ser alvos da observação geral.