obra morosa

Vereadores estão preocupados com drenagem de águas no túnel da Mamed

Para eles, a obra não está pronta para ser liberada e apontam problemas na execução da mesma

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02 de Outubro de 2013, 15h29

Vereadores estão preocupados com drenagem de águas no túnel da Mamed
Vereadores estão preocupados com drenagem de águas no túnel da Mamed

A obra da passagem subterrânea ligando a região da Vila Mamed ligando ao bairro Boa Esperança, que servirá de via de ligação da primeira região para a região mais central da cidade, está em vias de ser finalizada e entregue para a população. Problemas com a ausência de iluminação no interior do túnel e obras complementares inacabadas impediram que a obra fosse liberada para o tráfego.

 Mas, de acordo com a conclusão de uma comissão de vereadores que visitou a obra na última terça-feira, 1, a qualidade de alguns serviços executados no local deixam a desejar. Para eles, a obra não está pronta para ser liberada e apontam problemas na execução da mesma.  

'Já deveriam ter plantado, para segurar a terra da cabeceira da ponte (talude) no lugar. Isso tudo pode descer para dentro do túnel e do rio', denunciou Jailton do Pesque Pague - Foto GazetaMT"Por exemplo, essa passagem de água pluvial está obstruída na entrada do túnel e não está concluída no final dela, onde a água será lançada no Rio Vermelho. Do jeito que está aqui, vai ser criada uma grande erosão, que pode até comprometer a ponte e adutora de esgoto, que passa aqui perto", denunciou o vereador Jailton do Pesque Pague (PDT), que é presidente da Comissão de Obras da Câmara.

Ele aponta a inexistência de canaletas de concreto para que a água das chuvas possam escoar nas laterais do túnel, do lado do bairro Vila Mamed, o que pode levar muita lama par dentro do túnel. "Eles tem que plantar grama. Aliás já deveriam ter plantado, para segurar a terra da cabeceira da ponte (talude) no lugar. Isso tudo pode descer para dentro do túnel e do rio", completou Jailton.

Já o vereador Olímpio Alvis (PR), destacou a importância da obra para a população, mas alertou para o prejuízo para o meio ambiente que a obra pode representar, caso não sejam corrigidas as falhas apontadas por eles. "Essa é uma obra ansiada pela população, que merecia essa melhora na sua qualidade de vida, de se locomover. Mas ocorre que a obra tem que ser concluída com dignidade e nós temos observado tem muita coisa por se fazer e algumas não têm a qualidade necessária. Só com uma pequena chuva já pode se ver que foi criado uma erosão, imagina quando estiver chovendo forte todos os dias?", questionou.

Ele observou que apenas com a pouca chuva da noite da segunda-feira, 30, já ocorreu uma pequena erosão próxima à cabeceira da ponte, o que o deixou preocupado com a integridade da estrutura. "Isso vai virar uma valeta muito grande, que vai consumir tudo em volta e pode sim vir a comprometer a estrutura da ponte. Acho também que onde o muro de contenção da cabeceira da ponte, que foi perfurado para a instalação dessas manilhas por onde passa a água, precisa ser melhor consertado. Enfim, há muitas coisas que precisam ser melhor finalizadas", apontou Olímpio Alvis.

A obra da passagem subterrânea da Mamed foi iniciada ainda em 2012 e já teve o prazo de conclusão prorrogado várias vezes. O valor total da obra ultrapassa R$ 1,7 milhão e é executado pela construtora Objetiva, a mesma que é responsável pela execução da duplicação da travessia urbana das BRs 163/364.