VENDE-SE
Para empresa que elaborou estudos de mobilidade urbana de Cuiabá, o melhor é “vender” o VLT
02 de Dezembro de 2015, 16h03
Imagine você estar foleando um jornal ou acessando um site e nos classificados se depara com o seguinte anúncio: Vende-se ou troca-se por veículo de menor valor(BRT), vagões de VLT(Veículos Leves sobre Trilhos), 0km, fabricados na Espanha que seriam usados em um modal totalmente inviável em Cuiabá e que estaria pronto para uso na Copa do Mundo de 2014.Mesmo com uma dose exagerada de sarcasmo do Buxixo, a sugestão foi apresentada em uma sessão da CPI das Obras da Copa, por diretores da Oficina Engenharia, empresa responsável por estudos de mobilidade urbana de nossa capital, com o advento da Copa do Mundo de 2014.
Com um custo “irrisório” orçado em R$ 1,4 bi, o especialista Arlindo Fernandes constatou o que o cuiabano já presencia todos os dias, ainda é necessário concluir mais de 70% das obras de implantação do modal. Com estudos pra lá e estudos cá e sempre apontando que o Bus Rapid Transit(BRT) é o mais apropriado para o perfil socioeconômico de Cuiabá, estranhamente se seguiu a ordem inversa e a escolha do VLT foi aprovada, mesmo com a Secopa ciente que custaria 2 vezes mais a implantação.
Para fechar, Arlindo Fernandes deu uma sugestão, que na visão da Coluna do Buxixo mais uma vez demostra a falta de respeito e responsabilidade da classe política, com o dinheiro do povo, o especialista sugeriu a venda dos três vagões que já estão em solo cuiabano e os demais adquiridos e efetuar a troca do modal.
Agora se todos os estudos apontavam para um modelo mais barato, porque a cúpula da Agecopa, principalmente seu diretor de planejamento, Yenês Magalhães “bateu pé”, pelo transporte de grife. É no mínimo suspeito.
O governo atual se vê com a “bomba” nas mãos, com mais de um bilhão investidos e praticamente com tudo a ser feito e ainda mais com a troca do modal a ser decida.
A pergunta que fica, o frete é por conta do comprador?