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Governador considera que política decepciona e defende investigações

Leitão diz não conhecer delator e aponta falta de provas nas acusações

por GazetaMT

02 de Dezembro de 2016, 16h35

Governador considera que política decepciona e defende investigações
Governador considera que política decepciona e defende investigações

 

Após vir à tona a delação do “testa de ferro” da Operação Rêmora, empreiteiro Giovani Guizardi, o governador Pedro Taques (PSDB) defende que seja feita a investigação de que agentes públicos do PSDB supostamente teriam participado do esquema de corrupção dentro da Secretaria estadual de Educação (Seduc). “É muito triste. Isso decepciona a política. Precisa ser investigado, não interessa quem seja responsabilizado”, sustenta Taques após evento da duplicação da avenida Filinto Muller, em Várzea Grande, nesta sexta (2).

Nos documentos da delação, Guizardi cita o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) como integrante do núcleo de esquema de corrupção na construção de escolas estaduais envolvendo pagamento de propina. Além disso, o presidente da Assembleia Guilherme Maluf (PSDB) foi acusado de receber 25% de propina. À época, a pasta era comandada por Permínio Pinto, preso na Operação Rêmora. Todos negam o envolvimento.

Leitão diz não conhecer delator e aponta falta de provas nas acusações

Ainda conforme a colaboração, o empresário cita que foi criada uma organização criminosa com finalidade arrecadar fundos ilícitos para saldar dívidas não declaradas de campanhas eleitorais ocorridas em 2014. Um dos beneficiados teria sido o governador que teria recebido R$ 10 milhões em valores não declarados do empresário Alan Malouf, que negou ter participado de organização criminosa.

Taques, por sua vez, afirma que não sabe o porquê de Guizardi tê-lo citado na delação premiada, mas que isso também deve ser investigado. “Todo político está sujeito a isso, ninguém está acima da lei, nem eu. Disse isso na cara da ex-presidente da República (Dilma Rousseff). O processo é um instrumento de dignidade que serve para condenar ou absolver”, ressalta.

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Esquema 

O Gaeco denunciou Giovani afirmando que ele seria o “testa de ferro” dos servidores públicos envolvidos no esquema. Segundo o Gaeco, o empresário era o articulador, era quem fazia o trabalho sujo a fim de ocultar a identidade dos verdadeiros solicitantes e recebedores da propina.