Comportamento de assessores de Muniz 'azeda' relacionamento com base aliada na Câmara
02 de Março de 2014, 10h44
É cada vez maior o descontentamento dos vereadores que integram a base de apoio ao prefeito Percival Muniz. As reclamações partem principalmente do PDT e do próprio PPS, partido do prefeito. O ponto principal da revolta é o tratamento que seria dispensado por um grupo de secretários municipais.
"Tem gente que não tem nem experiência de vida se achando no direito de ignorar e constranger vereadores. Estão nos desrespeitando e não vamos mais aceitar esse tratamento", revelou um vereador ao Buxixo.
Outro vereador ouvido pela coluna disse que os secretários-problema se consideram 'queridinhos' do prefeito. "Eles se acham superpoderosos, sentem-se blindados, mas estão esquecendo que fomos nós, vereadores, que ajudamos a eleger e mantemos essa administração. Diferente deles (secretários), fomos votados pela população para ocupar os cargos em que estamos", alertou.
As críticas são direcionadas principalmente ao secretário de trânsito, Argemiro Ferreira, e ao procurador geral do município, Fabrício Correa - que é considerado 'persona non grata' entre os servidores e já se indispôs publicamente com vários vereadores.
Em conversas mantidas pela coluna com vários parlamentares, Fabrício foi definido como 'analfabeto político, despreparado para o diálogo, arrogante e provocador'.
Os vereadores afirmam que já levaram as reclamações ao prefeito Percival Muniz e, se a situação não mudar, prometem retaliações. A resposta pode vir já na sabatina do futuro presidente da Coder, Eduardo Duarte.
O grupo de parlamentares também avalia recusar automaticamente projetos que cheguem à Câmara apenas com a assinatura do procurador - prática que o Executivo tem adotado com constância nos últimos meses.
A coisa promete esquentar...