DUROU 4 HORAS

Em depoimento, Marcelo Odebrecht delata Dilma, Temer, Aécio, Marina e Campos

Ex-diretor da Odebrecht confirmou repasse de propina para cada uma das campanhas eleitorais

por GazetaMT

02 de Março de 2017, 08h29

Em depoimento, Marcelo Odebrecht delata Dilma, Temer, Aécio, Marina e Campos
Em depoimento, Marcelo Odebrecht delata Dilma, Temer, Aécio, Marina e Campos

O ex-diretor da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, prestou ontem, 1, depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e confirmou repasse de R$150 milhões, parte em caixa dois, à chapa Dilma/Temer, eleita à presidência em 2014. A coleta das declarações durou cerca de quatro horas, e o conteúdo permanece sigiloso.

Segundo Marcelo, repasses feitos a envolvidos com a campanha eleitoral tinham o consentimento tanto da petista quanto do atual presidente da República. Recurso utilizado, principalmente, em ações de marketing e contrapartidas via medida provisória.

As campanhas de Aécio Neves -PSDB, Marina Silva -então no PSB e Eduardo Campos -PSB, também receberam recursos de caixa 2 da Odebrecht, confirmou o ex-diretor.

Marcelo Odebrecht não era responsável pelo acerto dos montantes e repasses. A empresa, como descoberto pela Polícia Federal -PF, mantinha um setor de "Relações Institucionais" específico, na prática, para a negociação e destinação de propina a políticos nos mais diversos escalões do Poder. O departamento era comandado por Cláudio Mello Filho. Para o ex-diretor, o provável é que tenha passado por ele cada uma das negociações.

 

Marcelo Odebrecht foi preso na 14 fase da Operação Lava Jato, em junho de 2015. O ex-empresário foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão, após esquema de corrupção na Petrobrás.