CONSEQUÊNCIAS

Stringueta é afastado do cargo após criticar MPE

No artigo, o delegado afirma que “não existe instituição mais imoral que o MPE/MT, que senta na própria moralidade e fala das ilegalidades das outras instituições”.

por Estevan de Melo - de Cuiabá

02 de Março de 2021, 07h00

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O delegado Flávio Stringueta, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), foi afastado do cargo, nesta segunda-feira (01), pela Diretoria Geral da Polícia Judiciária Civil, após criticar o Ministério Público Estadual (MPE) em um artigo de opinião publicado no fim de semana.

No artigo, o delegado afirma que “não existe instituição mais imoral que o MPE/MT, que senta na própria moralidade e fala das ilegalidades das outras instituições”.

Ele também critica o recebimento de auxílio moradia por membros da instituição, além de eles terem direito a 2 meses de férias anualmente.

Em outro trecho do artigo o delegado faz menção ao fato do MPE comprar 400 aparelhos smartphones por R$ 2.232 milhões. Só para Iphone serão gastos R$ 1.683 milhão.

"Semanas atrás, o Brasil inteiro foi surpreendido com várias publicações dizendo que o nosso MPE/MT, cada promotor de "justiça", receberia um smartphone de última geração. Virou notícia, e vergonha, nacional".

O delegado afirmou que não se arrepende ter escrito o artigo e que já havia feito o mesmo em 2017, mas não teve a repercussão que teve agora.

“Eu fui chamado à Diretoria hoje e fui informado que não era mais delegado da GCCO. Eu não quero tecer mais comentários sobre isso porque eu respeito muito a decisão da Diretoria. São ideias diferentes, eu fiz minha colocação e não foi de acordo com o que a Diretoria imagina certo. Paciência”, disse Stringueta ao site Repórter MT.