Faxina Geral: Fim do 'namoro' com o PR deve mudar estratégia de aliados de Taques
02 de Abril de 2014, 12h56
O apoio do senador Pedro Taques (PDT) à CPI da Petrobras é o pretexto oficial. Mas comenta-se nos bastidores que o que pesou na decisão do PR de encerrar os diálogos sobre um eventual apoio ao pedetista foi mesmo a velha fisiologia. Ao que parece os republicanos preferiram não correr o risco de perderem os muitos cargos públicos que ocupam nas gestões Estadual e Federal. A expectativa agora é quanto os efeitos disso na sucessão eleitoral.
A aproximação com o PR era vista com simpatia por lideranças como os prefeitos de Rondonópolis, Percival Muniz (PPS), e de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB). A ideia era agregar musculatura política (o PR tem representação em quase todos os município de Mato Grosso) e, ao mesmo tempo, afastar o risco de ter como adversário o senador republicano Blairo Maggi.
Matematicamente não há como negar que a subtração do PR diminuirá o poder de mobilização. Mas a equação política tem outras variantes e é nisso que apostam os defensores de uma candidatura realmente de oposição ao atual governo. A avaliação é que, sem o PR no palanque, a campanha ficará mais barata e coerente.
"Ficará mais fácil demonstrar que, de fato, somos uma alternativa a tudo isso que está aí. Vamos inclusive ressaltar a necessidade de uma renovação maior - substituindo também a maior parte das bancadas na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa. O povo vai poder fazer uma faxina geral ", avaliou um aliado de Taques ouvido pelo Buxixo.
Faz sentido.