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Em sessão conturbada, vereadores arquivam requerimento que pedia investigação de prefeito
O pedido foi rejeitado por 14 dos parlamentares, durante uma sessão bastante acalorada, realizada na manhã desta terça-feira (02).
02 de Abril de 2019, 14h31
A Câmara Municipal de Cuiabá decidiu por arquivar o requerimento que pedia a instalação de uma Comissão Processante, contra o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que poderia resultar em sua cassação.
O pedido foi rejeitado por 14 dos parlamentares, durante uma sessão bastante acalorada, realizada na manhã desta terça-feira (02).
O requerimento havia sido protocolado pelo vereador Diego Guimarães (PP), com base na denúncia de que a Prefeitura teria locado dois imóveis para abrigar a Secretaria dos 300 anos (Sec 300), sendo que um deles jamais fora usado. No entanto, o Município já havia pago a quantia de R$ 72 mil reais pelo local.
Para aprovação e instalação da comissão processante, era necessário o aval de maioria dos vereadores presentes em plenário, o que não ocorreu. Apenas nove votaram a favor do requerimento.
São eles, Vinicyus Hugueney (PP), Abilio Brunini (PSC), Dr. Xavier (PTC), Felipe Wellaton (PV), Lilo Pinheiro (PRP), Clebinho Borges (DC), Marcelo Bussiki (PSB), Dilemario Alencar (Pros) e Wilson Kero Kero (PSL).
Para o vereador da oposição, faltou vontade dos demais colegas de bancada. Além disso, o parlamentar acrescentou que considerou vergonhoso o arquivamento da investigação.
"O que falta é apenas vontade política e um acordo para continuar protegendo o prefeito que tem sua gestão manchada pela corrupção", disse Diego Guimarães após a votação.
Para ele, os vereadores manobraram para anular a comissão e tiraram a principal característica da Câmara, que é investigar as ações do Executivo.
Bate Boca
A sessão de votação do requerimento foi marcada por muita manifestação popular, de prós e contra a comissão e também pelo “bate boca” acalorado entre os parlamentares.
Um exemplo foi o caso do vereador Chico 2000 que teve sua fala interrompida pelo colega Abilio Brunini. Ocasião que irritou muito o vereador, que na tribuna chegou a ordenar que o colega se calasse.
"Gostaria que o vereador Abílio calasse a boca quando eu estiver falando. Cala boca", esbravejou.
CPI do aluguel
Apesar de terem rejeitado a sugestão de Guimarães, a maioria dos parlamentares concorda que o tema precisa ser investigado. Diante disso, o vereador Chico 2000 (PR) propôs a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para averiguar todos os contratos de locação do município.
O requerimento foi apresentado durante sessão e aprovado por 18 vereadores. “Precisamos passar a limpo essa situação. A investigação tem que ser feito em cima do caso e não do chefe do Executivo Municipal", declarou Chico.