MORTA A PAULADAS

Suspeito teria assassinado adolescente de 13 anos por desconfiar que ela estava grávida

O adolescente de 15 anos foi apreendido em flagrante na tarde desta quinta-feira (02). Em depoimento, o suspeito negou a autoria do crime.

por Daffiny Delgado, de Cuiabá

02 de Abril de 2020, 19h50

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

A Polícia Judiciária Civil (PJC) apreendeu na tarde desta quinta-feira (02), o adolescente de 15 anos suspeito de ter assassinado a menor Anna Luiza Nunes do Carmo, de 13 anos, no município de Sorriso.

A menor estava desaparecida desde a noite de terça-feira (31), quando saiu de sua residência no bairro Jardim Itália, para se encontrar com o suspeito.

No entanto, seu corpo só foi encontrado na manhã desta quinta-feira, em estado de decomposição e com sinais de espancamento.

Durante as investigações, a polícia conseguiu identificar o adolescente como o principal suspeito do crime. Ao que tudo indica, ele agiu sozinho.

A informação é de que a vítima e o menor teriam se relacionado sexualmente há alguns dias atrás.

Após esse encontro, a menor teria apresentado sintomas de gravides e informou o suspeito sobre a situação.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Nilson André Farias de Oliveira, o menor tinha um namoro sério com outra garota, mas “ficava” com a vítima.

“O suspeito teria desconfiado que a vítima estivesse grávida, fato que atrapalharia o seu relacionamento com sua namorada oficial, o que motivou o crime”.

Na delegacia, foi constatado que o suspeito apresentava diversos ferimentos na mão, que teriam sido causados pela madeira e tijolos que ele usou para tirar a vida da vítima.

Ao ser questionado sobre o crime, o adolescente teria negado ter assassinado Anna Luiza.

Ainda conforme o delegado, o adolescente teria várias passagens criminais e seria integrante de uma organização criminosa.

"Conseguimos apurar que ele já tem passagem por outros delitos como furto e roubo. Além disso, ele é integrante de uma facção criminosa", disse delegado.

Diante dos fatos, o delegado deverá representar pela internação compulsória do menor infrator.