Prefeitura e DNIT: um peso, duas medidas

por GazetaMT

02 de Maio de 2012, 22h22

Prefeitura e DNIT: um peso, duas medidas
Prefeitura e DNIT: um peso, duas medidas

Enquanto o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Mato Grosso, Luiz Antônio Garcia, anunciou, em reunião realizada na Acir, na última segunda-feira (30), que abrirá um processo administrativo para apurar o trabalho realizado pela empresa de consultoria - Maia Melo Engenharia LTDA - contratada pelo órgão federal para fiscalizar as obras de Travessia Urbana em Rondonópolis, o prefeito, Zé Carlos do Pátio, nem mesmo tocou no nome da consultora contratada pela Prefeitura - Diefra Engenharia e Consultoria LTDA - e acrescentou que irá ampliar o contrato com "os engenheiros" (entenda-se da Diefra).

Tanto a Maia Melo, contratada pelo DNIT, com um pagamento de R$ 100 mil mensais para a realização de fiscalização das obras, quanto a Diefra, contratada pela Prefeitura por R$ 30 mil mensais para fazer o mesmo trabalho, erraram. Nenhuma delas apontou problemas na obra, que continuava em andamento, até que foram levantadas dúvidas, pela imprensa e pelos vereadores, sobre a qualidade de execução da obra. Portanto, as responsabilidades deveriam ser apuradas pelos dois órgãos.

O que não se compreende é o porquê dessa decisão de Pátio: aumentar o contrato com a Diefra em vez de apurar a responsabilidade da empresa, que é paga pelos cofres públicos.

Pode ser que a decisão tenha relação com outros contratos da prefeitura com a Diefra, que venceu inúmeras licitações em Rondonópolis, incluindo as obras do PAC de abastecimento de água e expansão da rede de esgoto, que foram licitadas pelo Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear).