Rusga entre esposas de caciques pode inviabilizar repetição de aliança entre PR e PMDB
02 de Maio de 2013, 08h01
Dizem que atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher. Mas, em Mato Grosso, podemos dizer também que elas estão sempre atrás das grandes contendas políticas. O caso mais recente envolve a primeira dama Roseli Barbosa e sua antecessora, Terezinha Maggi. Segundo fontes do Buxixo, o clima entre as duas azedou e a situação já afeta a relação entre os respectivos maridos - o governador Silval Barbosa (PMDB) e o senador Blairo Maggi (PR). O motivo seria a memória feminina, que costuma ser mais duradoura e menos pragmática que a dos homens.
Nas eleições do ano passado, o nome de Terezinha foi usado por aliados de Silval para atacar o então candidato a prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, apoiado por Maggi. Na Assembléia chegaram a ameaçar uma CPI para apurar o pagamento pelo MT Saúde de R$ 204 mil em despesas médicas da ex-primeira dama em 2009 - quando o marido ainda era governador.
Terezinha suspeitou que as denúncias partiram do gabinete da atual primeira-dama e estaria aproveitando para dar o troco agora, por conta das cartilhas ofensivas à história de vários municípios de Mato Grosso que foram patrocinadas pela secretaria comandada por Roseli Barbosa.
Segundo as fontes, a rusga tem gerado situações quentíssimas nos bastidores. E, se não inviabilizar, deve dificultar muito a união entre PR e PMDB para as eleições do ano que vem.
Vale dizer que os dois casos - os pagamentos do MT Saúde e as cartilhas de Roseli - permanecem sem os devidos esclarecimentos.