legislativo
Vereador quer uso de asfalto ecológico em obras na cidade
De acordo com o parlamentar, a utilização do material traria benefícios tanto para motoristas e motociclistas, quanto para a natureza
02 de Maio de 2014, 10h27

O vereador Gilberto dos Santos, o Beto do Amendoim (PSL), quer que a prefeitura utilize o chamado asfalto ecológico em obras e serviços de asfaltamento e recapeamento de vias municipais. De acordo com o parlamentar, a utilização do material traria benefícios tanto para motoristas e motociclistas, quanto para a natureza.
"O asfalto ecológico é viável de duas formas: primeiro por que retiramos um material que dura 600 anos para se decompor na natureza, q é o pneu, e em segundo, ele dá mais estabilidade para os veículos e dura 60% a mais que o asfalto normal. E tudo isso com um custo de menos de 5% a mais", afirmou.
Ainda de acordo com Beto do Amendoim, ele já teria conversado com técnicos da prefeitura, que se mostraram resistentes á ideia, mas ele se diz animado coma proposta. "Já conversei com a prefeitura, que ainda coloca dificuldades, mas estamos dando o primeiro pontapé e tenho certeza que outros companheiros comprarão a ideia e tenho certeza que vamos num futuro próximo usar o material ecológico nas obras da prefeitura e da Coder", completou.
Cotado como possível candidato a deputado estadual ou federal pelo PSL, ele no entanto nega que tenha a intenção de disputar algum cargo nesse ano. "O Beto do Amendoim não é candidato. Eu quer o apenas terminar minha participação na Câmara e dar o melhor de mim nesses 90 dias que assumi o mandato", concluiu.
Primeiro suplente da coligação Todos por Rondonópolis, que foi composta pelo PTB, PSL e PR, Beto do Amendoim assumiu a cadeira no Legislativo no último dia 12 de março, no lugar de Olímpio Alvis (PR). Ele obteve 1.169 votos na última eleição.
Sobre o asfalto ecológico
O asfalto ecológico é considerado o "futuro" das rodovias e já é usado amplamente em países como os Estados Unidos. No Brasil, há uma cetra resistência em ser usado em larga escala, por conta de seu custo elevado. A mistura, que leva de 15% a 20% de borracha oriunda de pneus usados, é cerca de 30% mais cara que a tradicional.
Ainda assim, o pavimento emborrachado tem inúmeras vantagens em relação ao pavimento comum. Em mais de 10 anos de utilização, o produto tem como característica a menor propagação de trincas e redução dos custos com manutenção, pois o pó borracha moída proveniente de pneus reciclados presente em sua fórmula garante uma maior flexibilidade e resistência.