AEROPORTO MUNICIPAL

Executivo se adianta ante morosidade do Estado e anuncia instalação do Papi

por Robson Morais

02 de Maio de 2016, 11h10

Executivo se adianta ante morosidade do Estado e anuncia instalação do Papi
Executivo se adianta ante morosidade do Estado e anuncia instalação do Papi

Em nota, o Executivo municipal anunciou a abertura da ordem de serviço para a instalação, nesta semana, do equipamento Papi (Precision Approach Path Indicator - em inglês) no aeroporto municipal Maestro Marinho Franco, em Rondonópolis. A sinalização posta sobre a pista auxilia pilotos nas ações de pouso e decolagem e pode propiciar o retorno de linhas suspensas por companhias aéreas sob a alegação de falta de estrutura no espaço.

A instalação deverá ser concluída nos próximos 60 dias. No valor de R$ 88 mi, segundo a nota enviada, a Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito (Setrat) resolveu um dos problemas mais básicos referentes ao aeroporto. O executivo destaca, ainda na nota, as operações com a utilização dos sistemas RNAV (de navegação) e a Estação Prestadora de Serviços de Telecomunicações e de Tráfego Aéreo (EPTA), mantido por meio de contrato emergencial até que seja finalizado o processo licitatório.

Governo do Estado

Mesmo com a instalação dos equipamentos por parte do município, o aeroporto segue sofrendo com atrasos oriundos de não cumprimentos de prazo por parte do Governo do Estado nas obras sob sua responsabilidade no recinto, as quais se arrastam por quase três anos com aproximadamente 30% concluídas.

O próprio Papi, inicialmente, era de competência do órgão Estadual. Ainda sobre as obras não entregues pelo Estado estão a ampliação da pista de pouso e decolagem, construção de pista de taxiamento, pátio e estacionamento de aeronaves.

Envolvendo aproximadamente R$ 21 milhões, os serviços foram paralisados em setembro de 2014, por determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que apontou irregularidades na execução pela empresa responsável. Em junho de 2015, o governador Pedro Taques chegou a anunciar a rescisão do contrato com a empresa Ensercon, mas acabou não tendo como cumprir a fala, diante de obrigações contratuais.

Na sequência, em agosto do ano passado, o Estado deu a ordem de reinício das obras do Aeroporto Maestro Marinho Franco. No entanto, foi constatada morosidade das atividades por parte da mesma empresa. Deste modo, a Secretaria de Infraestrutura e Logística do Estado (Sinfra) afirma que notificou a construtora contratada para dar mais celeridade ao projeto de ampliação do local. Após receber a notificação, a empresa se reuniu com a equipe técnica da pasta e justificou a falta de capacidade logística, assim, entrou com um pedido de subcontratação de outra empresa para dar seguimento às atividades.