DE NOVO: É SURDO (3 apartes)

No Dia do Trabalho, Temer ignora classe trabalhadora em nome das Reformas

por GazetaMT

02 de Maio de 2017, 09h01

No Dia do Trabalho, Temer ignora classe trabalhadora em nome das Reformas
No Dia do Trabalho, Temer ignora classe trabalhadora em nome das Reformas

Foto: Folha de São Paulo

Na última semana, sessão especial de Buxixo trouxe como tema as reformas Trabalhista e da Previdência propostas pelo atual governo de Michel Temer -PMDB. Na ocasião, fora chamado de surdo o chefe maior da República. Passados os dias, os ouvidos continuam tampados.

Em resposta à maior paralisação já registrada no país -cerca de 35 milhões de pessoas foram às ruas na última sexta-feira, 28-, Temer aproveitou o simbólico 1º de maio, Dia Mundial do Trabalho, para um pronunciamento em defesa das pautas bombas que tramitam em Brasília. Providência movida a birra.

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(Aparte 1)

Curioso que o próprio Temer tenha, um dia antes, ignorado a paralisação nacional. Ar superior, mas só por fora. Por dentro, sentiu o baque.

E não só ele. Houve base aliada mudando de lado. Houve apoiador do impeachment bancando cão arrependido...

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Direto do Palácio do Alvorada, Temer tornou a argumentar em defesa da criação de empregos e necessidade das mudanças reformistas. "Estamos fazendo a modernização das leis trabalhistas e você terá inúmeras vantagens. Primeiro, vamos criar mais empregos. Segundo, todos os seus direitos trabalhistas estão assegurados. Com a modernização trabalhista aprovada pela Câmara dos Deputados, a criação de postos de trabalho, inclusive para os jovens, ocorrerá de forma muito mais rápida", disse.

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(Aparte 2)

Temer fez uma lista de cerca de 25 parlamentares que deverão ter seus aliados demitidos de cargos públicos por terem votado contra o governo na proposta de reforma trabalhista. E também por não estarem apoiando a reforma da Previdência. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

É o tal do "negociar" com o patrão. Não há exemplo mais contundente.

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Nesta semana, enquanto a reforma Trabalhista segue o curso apoiada pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira -PMDB, será na da Previdência o principal foco. O governo diz que a reforma é urgente, por causa do rombo nas contas.

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(Aparte 3)

No ano passado, a conta ficou negativa em quase R$ 150 bilhões. Este ano, deve chegar a quase R$ 190 bilhões. Sobre as críticas, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o diálogo faz parte da democracia e é importante para esclarecer as dúvidas.

Cabe pensar, porém, que o mesmo governo que pontua urgência perdoa, na mesma semana, uma dívida de totais R$ 25 bilhões de um dos maiores bancos privados no país. A reboque, outras tantas gigantescas companhias sonegam e a lista beira a casa dos R$500 bilhões. BILHÕES.

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A cada argumento, um aparte. A coisa não para.