LAISSEZ-FAIRE
Destituído do PSB, Fábio Garcia adota política do “deixa estar”
02 de Maio de 2017, 10h11
Depois de ser destituído da presidência estadual do Partido Socialista Brasileiro -PSB, o deputado federal Fábio Garcia recebeu apoio aos parlamentares filiados a sigla em Mato Grosso. Garcia votou a favor da Reforma Trabalhista na Câmara e contrariou os interesses da cúpula, ainda base aliada do governo Temer.
Curioso é que, apesar do apoio dos colegas, Garcia tem seguido a linha do "laissez-faire" -termo da língua francesa utilizado nos Estados Unidos em seu mais puro hábito capitalista no final do século XIX e início do século XX- que, em tradução livre, é algo como "deixa fazer, deixa estar".
Garcia postou, nesta semana, fotos uma rede social ao melhor estilo despreocupado. Aproveitou ocasião social para conhecer tradicional choperia em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Sobre o boicote do PSB, nem uma única palavra.
Novas punições ainda não foram anunciadas pelo PSB, mas é certo que Garcia sabe das consequências. Tão certo quanto dois mais dois, usará a seu favor a escolha feita. Perde cá ganha lá, como bom político.
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Dos apoiadores de Garcia, filiados ao PSB, o pronunciamento: "Lamentamos profundamente e não concordamos com este tipo de atitude típica dos tempos sombrios vividos algumas décadas no Brasil", registrado em nota, se referindo a ditadura militar.
O documento é assinado pelo ex-prefeito de Cuiabá e presidente estadual de honra do PSB, Mauro Mendes; pelo deputado federal Adilton Sachetti; pelo presidente da Assembleia Eduardo Botelho; pelo secretário estadual de Assistência Social e Trabalho, Maxi Russi; e pelos deputados estaduais Oscar Bezerra, Mauro Savi e Adriano Silva. "Apoiamos integralmente o voto proferido pelo deputado Fábio Garcia a favor da reforma trabalhista", salientam.
Em Tempo: O deputado federal Adilton Sachetti não participou da votação por motivo de luto.