NA CONTRAMÃO
Rondonópolis sai dos parâmetros nacionais e reduz números de inadimplentes
Serviço de Proteção ao Crédito – SPC, registra queda de cadastros de negativados
02 de Maio de 2017, 16h40
Enquanto a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas - CNDL, registra um dos maiores índices de inadimplência dos últimos anos, aqui em Rondonópolis a notícia é diferente. Na CDL os dados colhido nos cadastros do Serviço de Proteção ao Crédito - SPC, tiveram uma queda significativa.
Dos 56 mil registros de negativados no início deste ano, hoje o SPC tem pouco mais de 54 mil; e dos mais de R$ 31 milhões em dívidas atrasadas em todas as lojas associadas à Câmara de Dirigentes Lojistas - CDL, da cidade, hoje tem pouco mais de R$ 30 milhões. "Isso tudo é reflexo do entendimento do consumidor, que a cada dia presta mais atenção às condições financeiras antes de assumir dívidas. Não significa que o rondonopolitano está comprando menos, mas sim que está mais organizado economicamente e mais cauteloso ao contrair dívidas", comemora o presidente da CDL, Neles Walter Ferreira de Farias.
Outro fator que pode influenciar na redução do número de negativados, segundo a CDL, é a organização do próprio associado. "Nosso quadro de empresários associados à CDL tem acesso a informações instantâneas e não corre mais risco na hora de vender. Além disso, com a necessidade de manter o 'nome limpo na praça' o consumidor atendeu ao chamado de muitos lojistas e refinanciou suas dívidas. Com a preocupação de salvar o nome e ter crédito, muitos inadimplentes buscaram o acerto das contas", afirma Neles.
Em três anos a consciência do rondonopolitano mudou bastante quanto a necessidade de manter o crédito. "A recuperação do crédito tem sido levada a sério pelo consumidor. De três anos pra cá a média entre os novos cadastros e a exclusão da lista de negativados é de 3.697. Isso mostra que as pessoas estão mais cautelosas e mais preocupadas com o nome. Manter as portas abertas para comprar a prazo é muito importante", reforça o presidente da CDL.
Hoje, o Banco de Dados da CDL se estende além do cadastro de inadimplência. Segundo a diretoria, a instituição tem condições de fornecer ao associado toda a segurança, com informações atuais e também o histórico do consumidor. "Tudo o que podemos fazer é alertar ao lojista sobre a necessidade de se manter bem informado. Consideramos essa mudança de hábito, tanto de quem compra como de quem vende, muito saudável e com a injeção dos recursos vindos do pagamento do FGTS das contas inativas, o setor recebe mais um impulso. Se vende mais e as contas são mantidas em dia com mais facilidade", finaliza Neles Walter Ferreira de Farias.