Mudanças
Com interpretação do STF, Medeiros também pode ir para o PMDB
Ele nega a intenção de trocar o PPS pelo PMDB, mas já aventa a possibilidade de deixar o partido que o projetou na política
02 de Junho de 2015, 10h32
O senador José Medeiros (PPS), pode ser o próximo a assinar ficha de filiação no PMDB. Além de Medeiros, o também senador Blairo Maggi (PR) também já sinalizou que deve se filiar ao partido do cacique Carlos Bezerra, eterno presidente do PMDB no estado. Por meio de sua assessoria, ele nega a intenção de trocar o PPS pelo PMDB, mas já aventa a possibilidade de deixar o partido que o projetou na política.
Segundo um assessor de Medeiros, o senador vê o PMDB com bons olhos, mas a ida de Blairo para a legenda anularia as chances de uma filiação sua, já que é muito difícil para um partido, ainda que com a envergadura que o partido tem, manter dois senadores na mesma legenda. "É preciso lembrar que em 2018 os dois, Blairo e Medeiros, têm que buscar a sua reeleição. Ficará muito difícil montar um rol de aliados com esses dois nomes no mesmo partido", lembrou o assessor.
Por outro lado, de olho em seu futuro político, Medeiros estuda a possibilidade de procurar uma legenda 'mais leve', ou seja, em que possa se projetar como a liderança maior da legenda, o que no PPS é inviável, já que sempre viverá à sombra do prefeito Percival Muniz, estrela maior do partido.
PSB e PDT estariam entre as opções estudadas por Medeiros, mas como o PSB trabalha uma fusão com o PPS, quando os dois passariam ser um único partido, o que na prática significaria trocar seis por meia dúzia, a opção mais viável seria a ida de Medeiros para o PDT, mas isso somente após o governador Pedro Taques definir se realmente irá deixar a legenda, como também tem aventado.
"Com a saída de Taques, o PDT se tornaria um partido atraente, pois é um partido grande e com uma história muito bonita em defesa de bandeiras que são muito caras para o senador. Seria uma excelente opção, caso o Medeiros realmente decida por deixar o PPS", falou.
Troca de partidos
A temporada de troca de partidos foi aberta após o Supremo Tribunal Federal (STF) concluir que a regra da fidelidade partidária, que prevê a perda do mandato para políticos que trocam de partido, não se aplica aos cargos majoritários, como prefeitos, governadores, senadores e presidente da República, que não correm o risco de ficar sem mandato.
Com isso, os políticos que se elegeram por um partido, mas que entendem que não têm muito futuro político, ou não fazem parte dos planos da sigla a que pertencem, tendem a procurar outros partidos, onde vislumbrem um futuro na política, promovendo um verdadeiro 'troca-troca' de partidos.