NA MIRA
Membro do Conselho de ética do Senado, Fagundes é alvo de processo criminal no STF
02 de Junho de 2017, 08h12
A informação é do site Congresso em foco e revela qque 9 entre 30 membros da nova composição do Conselho de Ética do Senado respondem a pelo menos um processo criminal no Supremo Tribunal Federal (STF). No meio deste grupo está o senador mato-grossense Wellington Fagundes (PR), que não está incluso nas investigações da Lava Jato, de acordo com a publicação. O processo ao qual Wellington responde no Supremo está sob sigilo, cuja relatoria é da ministra Rosa Weber.
O senador responde ao Inquérito 2340. Procurada pelo site, a assessoria de imprensa do paramentar mato-grossense, sem detalhes, rebateu e frisou que o Fagundes "aguarda a decisão pelo arquivamento". Leia a íntegra:
"Em atenção à solicitação desse veículo de comunicação, informo que o senador Wellington Fagundes, líder do Partido da República no Senado, aguarda a decisão pelo arquivamento do citado procedimento apuratório, visto que não se confirmou - como já era esperado desde o início - qualquer envolvimento de sua parte na questão investigada. Como integrante da Frente Parlamentar pelo Aperfeiçoamento do Judiciário, lamenta que situações como essa - em que não há absolutamente qualquer suposta prática criminosa - perdurem tanto tempo para um desfecho, causando prejuízos a imagem parlamentar."
Lava Jato
Segundo a nova formação aprovada nesta terça-feira (30) em plenário por parte do PMDB os senadores Eduardo Braga (PMDB-AM), Jader Barbalho (PMDB-PA) e o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), estarão com a responsabilidade de julgar seus pares no biênio 2017-2019. Apenas Jader responde a sete inquéritos.
Os três são alvos da Operação Lava Jato e, como primeira missão, podem julgar se o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) - gravado ao pedir R$ 2 milhões para um dos principais delatores do petrolão, que também o acusou de receber propina de R$ 60 milhões - quebrou o decoro parlamentar. O tucano é o campeão de inquéritos abertos para investigar se ele se beneficiou do esquema de corrupção descoberto pela Polícia Federal na Petrobras: seis procedimentos judiciais. A Rede Sustentabilidade já pediu abertura de processo contra Aécio.
Além dos peemedebistas, Acir Gurgacz (PDT-RO), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Eduardo Amorim (PSDB-SE), José Pimentel (PT-CE), Telmário Mota (PTB-RR), Wellington Fagundes (PR-MT) também respondem a um ou mais inquéritos no Supremo. Nenhum desses seis está sob investigação no petrolão. Ainda falta a indicação de três nomes para vagas de titulares e sete para vagas de suplentes.