Campanha
Candidatos acreditam que projeto “Dignidade Eleitoral” pode garantir eleições limpas
Ananias Filho, Juca Lemos e Percival Muniz elogiaram a iniciativa do MP e prometem cumprir todos os pontos do acordo.
02 de Julho de 2012, 20h06
Se depender da opinião dos três candidatos a prefeito de Rondonópolis o acordo firmado em torno do projeto 'Dignidade Eleitoral' representará um marco na história das eleições no município. Além de se comprometerem a cumprir o que foi acordado, eles também atuarão como fiscais dos adversários e como divulgadores do projeto junto ao eleitorado.
“Precisamos mudar a cultura que existe em torno das campanhas eleitorais e acho que demos qui o primeiro passo nesse sentido. Cumprirei e vou orientar minha a seguir à risca o que foi definido aqui. Entendo que estas medidas ajudam a fortalecer a Democracia. Os candidatos não serão prejudicados, pelo contrário, toda a sociedade ganhará com isso”, avaliou Ananias.
Juca Lemos, do PT, destacou que o projeto torna a disputa mais equilibrada e permitirá uma eficiência maior na fiscalização de eventuais abusos e o combate às práticas que indiquem tentativas de corromper o processo eleitoral.
“Vimos em eleições anteriores a compra de votos acontecer quase que abertamente e acho que esta iniciativa vem ao encontro do desejo da população que não tolera mais essas práticas. Com esse projeto temos aqui em Rondonópolis oportunidade de dar um exemplo para o Estado e para o País. Agora, é preciso uma fiscalização atenta para assegurar que os objetivos sejam alcançados e tenhamos uma eleição limpa”, alertou.
Percival Muniz também não poupou elogios à iniciativa do Ministério Público. Para ele, não há porque os candidatos se oporem ao que foi definido no Projeto Dignidade Eleitoral.
“É uma novidade muito interessante, até porque a mudança cultural só acontece se alguém iniciá-la. Acho que todos os candidatos decentes devem apoiar o projeto e se posicionarem firmemente contra a corrupção eleitoral”, declarou.