Escândalos na Saúde explicam precariedade do atendimento prestado à população
02 de Julho de 2013, 11h57
A julgar pelo volume de escândalos, pode se dizer que a Saúde Pública ainda sobrevive em Mato Grosso por milagre divino.
Depois das polêmicas com a terceirização de hospitais, dos remédios de alto custo (e alto preço) que foram parar no lixo, descobre-se agora que o Estado está pagando mais de R$ 145 mil por mês de aluguel por um hospital que está fechado há anos em Cuiabá.
Nesta terça (02), enquanto o Governo prometia pela enésima vez que tomará providências, seus aliados na Assembléia Legislativa trabalhavam para sepultar o relatório paralelo da 'CPI do MT Saúde'. Elaborado pela deputada Luciane Bezerra (PSB), o relatório pediu a prisão cautelar de 18 pessoas - incluindo ex-presidentes e figuras que continuam ocupando cargos relevantes no Governo Silval. Todos são apontados como responsáveis por um prejuízo de mais de R$ 25 milhões no plano criado para 'cuidar' da saúde dos servidores estaduais.
Com dinheiro escorrendo pelo ralo e ninguém disposto a parar a sangria, a situação segue piorando para todos mato-grossenses - sejam usuários do SUS ou do MT Saúde. O dinheiro que sobra nos escãndalos, falta nos hospitais e clínicas que deveriam atender bem o cidadão.
A boa notícia é que este governo termina em 2014.
A má, é que nada indica que o próximo governador conseguirá recuperar o estrago em apenas quatro anos.