Eleições: 'Harmonia' em público esconde mal estar interno em coligações
02 de Julho de 2014, 09h15
Nas fotos eles aparecem sempre sorrindo e unidos, como se tudo estivesse perfeito. Mas, nos bastidores, não poderia ser pior o clima entre as lideranças dos partidos que disputarão as eleições deste ano em Mato Grosso. E o mal estar é geral.
Na base governista, além do racha que resultou na candidatura de Riva (PSD), há uma imensa dificuldade em afinar o discurso das lideranças. Acusado de impor o nome da mulher, Teté, como vice de Lúdio Cabral (PT), o cacique Carlos Bezerra até cogitou se bandear para o lado do ex-presidente da ALMT. Após ameaças recíprocas, Teté foi mantida na chapa e o PMDB optou por continuar com o petista. Mas o estranhamento na base continua.
No lado da oposição os nervos também estão à flor da pele, mas há um esforço maior em manter as aparências. Lideranças ouvidas pelo Buxixo acusam o candidato a governador, Pedro Taques (PDT), de impor o nome de Carlos Fávaro e ainda questionam a presença do PP na chapa. Acham que foi um desrespeito aos partidos que há anos integram o 'Movimento Mato Grosso Muito Mais' e temem que o histórico de corrupção do partido do mensaleiro Pedro Henry (PP) prejudique o andamento da campanha.