ATROPELAMENTO NA GETULIO

Procuradora que atropelou gari é denunciada por lesão corporal pelo MPE

Vítima teve a perna esquerda amputada após o acidente, que ocorreu ano passado. A acusada dirigia sob efeito de álcool.

por Cuiabá, MT - Daffiny Delgado

02 de Julho de 2019, 06h30

Procuradora que atropelou gari é denunciada por lesão corporal pelo MPE
Procuradora que atropelou gari é denunciada por lesão corporal pelo MPE

O Ministério Público Estadual (MPE) ofereceu uma denúncia contra a procuradora aposentada Luiza Farias Correa da Costa, por lesão corporal culposa de natureza gravíssima, por ter atropelado o gari Darliney Silva Madeleno, de 44 anos, na Avenida Getúlio Vargas, em novembro de 2018.

O acidente ocorreu no dia 20 de novembro, quando a denunciada, dirigia um veículo Jeep Renegade, colidiu na traseira de um caminhão que realizava a coleta de lixo, atingindo o gari. Com o acidente Darliney precisou ter a perna direita amputada.

A denúncia foi feita pela 10ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá na última sexta-feira (28), sendo assinada pelo promotor de Justiça Amarildo Cesar Fachone.

De acordo com o promotor, Luiza praticou lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e conduziu o carro “com capacidade psicomotora alterada em razão da ingestão de álcool”.

No dia do delito, a acusada chegou a realizar o exame de alcoolemia, que constatou 0,66 miligramas de álcool por litro de ar expelido.

Quando conduzida a delegacia, a condutora chegou a confessar ter ingerido bebida alcoólica antes de pegar o volante, mas depois mudou parte da versão do depoimento.

“Interrogada perante a autoridade policial, às fls. 05/06, Luiza confessou ter ingerido bebida alcoólica antes de conduzir seu veículo. Contudo, posteriormente a denunciada compareceu à delegacia e retificou em parte seu interrogatório, desta feita, negando a ingestão de bebida alcoólica e afirmando não se lembrar de ter realizado o teste do etilômetro no dia que aconteceu o acidente, embora reconheça como sua a assinatura consignada”, diz trecho da denúncia.

Por fim, o promotor pede na denúncia, que ela seja julgada e condenada por ter se oportunizado no decorrer das investigações.

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